<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-156124072423454869</id><updated>2011-07-28T06:29:31.356-07:00</updated><category term='lulu na escola'/><title type='text'>continua valendo</title><subtitle type='html'>um blog otimista. Ou não.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://continuavalendo.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/156124072423454869/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://continuavalendo.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>l</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11781710861316864963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>35</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-156124072423454869.post-4320399909657526848</id><published>2009-09-15T19:41:00.000-07:00</published><updated>2009-09-15T20:00:15.383-07:00</updated><title type='text'>amanhã, supostamente, será um dia especial</title><content type='html'>daqui a vinte minutos faço anos. Trinta e quatro. Muita simpatia e nunhuma crise pelos trinta e quatro. Mas aniversário, assim como outras datas tipo ano novo, é duro de passar desaparcebido,e já que é assim que é, farei festa e jantar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;eu não: &lt;br /&gt;-tive filhos ( ainda) &lt;br /&gt;- estou vivendo com um grande amor ( ainda) &lt;br /&gt;- fiz doutorado ( foda-se) &lt;br /&gt;-estou ganhando mega bem nem tenho um linlhão na conta. ( inda bem- acho)&lt;br /&gt;eu também não estou no auge da minha beleza ( pelo contrário, ando feia e gorda)  e devo confessar que ando meio deprimida , chorando pelos cantos por aí, quando dá tempo, eu durmo e muito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;eu sim: &lt;br /&gt;- vivi e vivo muitos amores muito verdadeiros que eu fico tentando e errando e tentando e sempre, &lt;br /&gt;-quero ser e e sou mulher ( embora de vez e quando me esqueça também disso, um pouco) &lt;br /&gt;- tenho pelo menos um emprego que eu amo ( dar aulas no colégio equipe de literatura e redaççao para os meus moleques e molecas) &lt;br /&gt;e vivo `a procura de alguma verdade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não sei francês, não sou famosa, não escevi nenhum livro, não sou magra, sou mais ou menos bela - às veiz sim às veiz não -  tenho bom humor, ótimo humor, tenho alegria de viver, ainda que irônica as veiz, tenho a sorte de ter gente de verdade bem bem bem ao meu lado, bem pertinho de mim.&lt;br /&gt;tenho vontade de escrever. &lt;br /&gt;e não estou nem ligando, de verdade, pelo que virá.&lt;br /&gt;que venha. &lt;br /&gt;que venham. &lt;br /&gt;porque ANDO  mais forte, ando mais gente, mais mensch, mais homem e mais mulher. &lt;br /&gt;porque já sou uma pessoa, ainda que quebrada, inacabada, aos pedacinhos, sou já uma gente, que se chama pelo meu nome, e que escreve, para si só, às vésperas do aniversário. &lt;br /&gt;porque sei mais ou menos da minha história, mas um dia chego lá. &lt;br /&gt;por que sei mais ou menos do mundo, e nunca chegarei lá. e é assim mesmo, isso eu já sei.   &lt;br /&gt;porque tudo bem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;tudo bem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;meixsmo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/156124072423454869-4320399909657526848?l=continuavalendo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://continuavalendo.blogspot.com/feeds/4320399909657526848/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=156124072423454869&amp;postID=4320399909657526848' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/156124072423454869/posts/default/4320399909657526848'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/156124072423454869/posts/default/4320399909657526848'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://continuavalendo.blogspot.com/2009/09/amanha-supostamente-sera-um-dia.html' title='amanhã, supostamente, será um dia especial'/><author><name>l</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11781710861316864963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-156124072423454869.post-7019856700549759280</id><published>2009-08-20T20:12:00.000-07:00</published><updated>2009-08-20T20:31:33.815-07:00</updated><title type='text'>quando as luzes podem adormecer</title><content type='html'>às vezes tenho impressão de que quando a vida é bem vivida, quando não é uma vida às meias, fingida, interpretada, uma vida mentirosa, quando a vida faz valer seu nome, às vezes tenho a impressão de que quando a vida é vida, enfim, ela é  sempre iluminada, seja de que luz for. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode ser a luz branca do hospital, a luz da sala, a luz do banheiro escuro, a luz da luminária nova, a luz da manhã,a luz da nossa cidade, a luz negra, a luz branca, a luz sem nome. A vida tem forma, e contorno, e sombra, e luz. &lt;br /&gt;A luz do mês de setembro, a luz que já foi, o fato é que -  como se fossem transístores movidos à vida -  as luzes estão lá. E continuam vivas, acesas piscando e  iluminando a vida, as experiências, o que fui e o que vivi. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e às vezes, às vezes, numas dessas curvas de esquina, bem chatas e ruins, as luzes têm que adormecer, se apagar, ficar quietas e parar de iluminar os sonhos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;porque elas já foram. e não são mais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;perduram porque o caminho é longo, mas a fonte já se apagou. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e o que as sustentam é a memória do que um dia já foram,e a luz persiste, querendo vingar.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mas a vida não é a luz das estrelas já mortas. &lt;br /&gt;e,  às vezes, a gente tem que deixar as estrelas dormirem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;que triste. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;eu vou ser mais específica, porque eu odeio metáforas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a gente vai lá e vive uma coisa linda, uma coisa que faz sentido, e isso é o bastante. às vezes a gente vai lá e vive uma coisa que faz muito sentido e isso é mais que o bastante, isso é brilho de estrela . &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mas aí sei lá o que acontece, muita coisa acontece, e o sentido fica sem sentido. aquilo que outrora se encaixava tão bem, tão certo, tão sem atrito, fica pedindo para dar certo. E se pede, é porque já não dá. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e aquele belo holofote, ou aquela bela luz de lamparina lua, sol, lanterna, qualquer uma, que me iluminava, e  iluminava mesmo a vida, é a memória do que já foi um dia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e é duro, difícil, dizer adeus. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mas as vezes,as luzes precisam adormecer,e a gente precisa saber que acabou. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mesmo que isso me signifique um céu sem estrelas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e é uma droga. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e me desculpem pelo post brega. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mas é que,  às vezes, o amor é assim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/156124072423454869-7019856700549759280?l=continuavalendo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://continuavalendo.blogspot.com/feeds/7019856700549759280/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=156124072423454869&amp;postID=7019856700549759280' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/156124072423454869/posts/default/7019856700549759280'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/156124072423454869/posts/default/7019856700549759280'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://continuavalendo.blogspot.com/2009/08/quando-as-luzes-podem-adormecer.html' title='quando as luzes podem adormecer'/><author><name>l</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11781710861316864963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-156124072423454869.post-405392994794743609</id><published>2009-08-14T15:20:00.000-07:00</published><updated>2009-08-14T15:21:56.299-07:00</updated><title type='text'>a porca da gripe</title><content type='html'>O problema da porca da gripe é que vêm uns calafrios no corpo, dor nas juntas e dor de cabeça e você já se pega pensando que é isso, é o fim de tudo, tchau.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/156124072423454869-405392994794743609?l=continuavalendo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://continuavalendo.blogspot.com/feeds/405392994794743609/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=156124072423454869&amp;postID=405392994794743609' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/156124072423454869/posts/default/405392994794743609'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/156124072423454869/posts/default/405392994794743609'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://continuavalendo.blogspot.com/2009/08/porca-da-gripe.html' title='a porca da gripe'/><author><name>l</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11781710861316864963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-156124072423454869.post-3863221175972260019</id><published>2009-08-13T10:48:00.000-07:00</published><updated>2009-08-13T10:51:11.018-07:00</updated><title type='text'>tristeza e consciência</title><content type='html'>- sua tristeza é consciência - ele disse. &lt;br /&gt;- consciência do quê? - perguntei, voz de criança e chorando. &lt;br /&gt;- da irrealidade das coisas, da irrealidade das pessoas, suas vergonhas, seus teatros. você tem que assumir a sua consciência. &lt;br /&gt;- e ficar sempre triste? &lt;br /&gt;- um pouco. &lt;br /&gt;- ...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/156124072423454869-3863221175972260019?l=continuavalendo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://continuavalendo.blogspot.com/feeds/3863221175972260019/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=156124072423454869&amp;postID=3863221175972260019' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/156124072423454869/posts/default/3863221175972260019'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/156124072423454869/posts/default/3863221175972260019'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://continuavalendo.blogspot.com/2009/08/tristeza-e-consciencia.html' title='tristeza e consciência'/><author><name>l</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11781710861316864963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-156124072423454869.post-8739369246228555607</id><published>2009-06-12T17:11:00.000-07:00</published><updated>2009-06-12T17:19:23.608-07:00</updated><title type='text'>controle e descontrole</title><content type='html'>algumas coisas a gente controla, outras, descontrola. Óbvio. Precisa ser muito psicopata para achar que controla tudo nesse mundo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A gente não controla os outros, por exemplo. O amor e desamor do outro, o trânsito, o motorista bêbado, o mendigo da esquina, a menstruação que vem sem aviso. Não controla o amigo, a amiga, o marido da amiga, a mulher do amigo. Não controla nem pai nem mãe, e provavelmente controla bem pouco os filhos. Não controla a memória, não controla o coração, não controla o que diz e, às vezes,nem o que faz. Não controla o que sente ou o que deixa de sentir. não controla o tempo, nem o passado nem o futuro, e o presente, tenho impressão, é como os filhos, provavelmente a gente controla bem pouco o presente também. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As coisas nascem, morrem e crescem, ou em ordem inversa e até aí grande novidade. Precisa ser muito psicopata para achar que controla tudo nesse mundo . Mas, às vezes, de vez em quando, dá tanta, mas tanta vontade de poder dar uma controladinha nas coisas...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/156124072423454869-8739369246228555607?l=continuavalendo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://continuavalendo.blogspot.com/feeds/8739369246228555607/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=156124072423454869&amp;postID=8739369246228555607' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/156124072423454869/posts/default/8739369246228555607'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/156124072423454869/posts/default/8739369246228555607'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://continuavalendo.blogspot.com/2009/06/controle-e-descontrole.html' title='controle e descontrole'/><author><name>l</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11781710861316864963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-156124072423454869.post-2565502567047839035</id><published>2009-03-16T07:58:00.000-07:00</published><updated>2009-03-16T08:19:51.757-07:00</updated><title type='text'>a vida anda</title><content type='html'>Quais são os indícios de mudanças? A gente vai e vive os dias e de repente se dá conta de que algo mudou, de fato e de maneira profunda, que a vida já não é mais a mesma de um tempo atrás. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Alex fala que a namorada virou namorada-mesmo, quando o porteiro já não interfonava para avisar que ela estava subindo. Eu passei a dar aulas-mesmo, senti-me uma professora de verdade, quando não precisava ficar lendo tudo o que havia preparado e sabia o que tinha que dizer, pelo coração e pelo saber. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia, a calça muda de tamanho, e você passa a usar uma numeração maior ou menor. Um dia você acorda e se dá conta de que os fios de cabelo estão definitivamente brancos demais e passa a pintar os cabelos. Um dia você percebe que não consegue mais dormir sem antes ter falado com o alguém. Os móveis mudam, as pessoas envelhecem, os sentimentos envelhecem, os sentimentos mudam, casais separam-se e amigos tão próximos tornam-se distantes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São estranhas as mudanças da vida. A gente vive no presente e ele parece sempre eterno. Quando a gente gosta de alguém, não tem essa de imaginar que algum dia esse sentimento pode mudar, que tudo aquilo que significa tanto àquela hora algum dia não significará mais nada, ou será apenas uma lembrança de uma época que já passou. É muito estranho lidar com os novos territórios que a vida traz, se readaptar, e se reconhecer novamente, a cada nova mudança, seja da cor de cabelo, do jeans da calça, dos amigos que agora são pais, de um coração que não é mais o mesmo. Eu vivo me surpreendendo comigo mesma. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem havia um novo homem tomando café da manhã de domingo na minha casa. Um ritual tantas vezes repetido,do domingo de manhã,  da saída para  a compra dos jornais, do pão, da música, do café da manhã lento. Um momento sempre bom e de extrema intimidade.  Olhei para ele e nele vi os outros homens ( não são tantos, são bem poucos) que estiveram ali, naquela situação, do domingo preguiçoso de manhã, do café da manhã sem pressa  e bom, de tanta intimidade.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Olhei e pensei: a casa é a mesma, eu sou a mesma, e é tudo tão diferente. Para onde foram, todos os outros futuros, todos os outros domingos? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; E me deu uma melancolia porque me deu uma sensação muito forte de que de fato os momentos passam, que mesmo aquilo que a gente achava que ia durar muito não dura tanto assim, e eu - mesmo feliz e inteira ali naquele momento -  senti saudades de muitos cafés da manhã passados. E de quem eu fui em cada um deles. Saudades e um enorme amor, muitos enormes amores.   E esse novo homem, paciente, ouviu minhas histórias, me abraçou, e um novo domingo se fez. De novo e sempre.Sempre. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ai, ai...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/156124072423454869-2565502567047839035?l=continuavalendo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://continuavalendo.blogspot.com/feeds/2565502567047839035/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=156124072423454869&amp;postID=2565502567047839035' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/156124072423454869/posts/default/2565502567047839035'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/156124072423454869/posts/default/2565502567047839035'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://continuavalendo.blogspot.com/2009/03/vida-anda.html' title='a vida anda'/><author><name>l</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11781710861316864963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-156124072423454869.post-4618128766165445599</id><published>2009-03-02T20:46:00.001-08:00</published><updated>2009-03-03T15:31:06.754-08:00</updated><title type='text'>uma semana</title><content type='html'>em primeiro lugar, quero agradecer muito a todos os comentaristas do post anterior. Lá eu havia dito que escrevo aqui para que ninguém leia. Que é um exercício-diário-contra-a-loucura. É mentira. Óbvio. Escrevo na esperança que uma pessoa me Leia. Não uma pessoa específica, mas uma uma pessoa aí, por aí.  &lt;br /&gt;Fazer uma diferença na vida de alguém é para mim uma felicidade. E uma necessidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso é uma justificativa da existência: fazer alguma diferença em algum dia de alguém. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que eu também sou imbuída dos ideais que dizem assim que eu tenho que fazer uma diferença no meu dia, por mim e de mim e para mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que para minha vida, o dia, cada dia,  tem que ter Sido. Uma ousadia, uma diferença, algo que o fez valer e valer  a pena de ter sido ser vivido. De mim, para mim, e "ninguém nunca soube...." e tudo bem, ninguém nunca precisa saber.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, esse é meu mote também, mas confesso que quando sei que meu dia pode ter modificado o dia de alguém... seja pela minha beleza -  que alguém viu, àquela hora, ali, e parou para ver e isso modificou o dia desse alguém -   &lt;br /&gt;seja por alguma coisa que eu disse -  e alguém ouviu, e parou para ouvir, e isso ecoou na cabeça de alguém e isso modificou o dia de alguém....&lt;br /&gt;seja por um gesto meu, que seja só meu - só e somente meu - , e que alguém viu, e enxergou, e reconheceu como meu, e só meu, e catalogou, e parou e reparou, no jeito que eu ando, no jeito que eu mexo minhas mãos, no jeito que eu sorrio, e alguém me viu, e parou para ver, isso já valeu o dia para mim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e por isso queria agradecer às pessoas que comentaram meu último post. &lt;br /&gt;voces valeram uma semana para mim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;nem ia escrever isso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mas escrevi. &lt;br /&gt; depois explico. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;obrigada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/156124072423454869-4618128766165445599?l=continuavalendo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://continuavalendo.blogspot.com/feeds/4618128766165445599/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=156124072423454869&amp;postID=4618128766165445599' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/156124072423454869/posts/default/4618128766165445599'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/156124072423454869/posts/default/4618128766165445599'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://continuavalendo.blogspot.com/2009/03/uma-semana.html' title='uma semana'/><author><name>l</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11781710861316864963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-156124072423454869.post-7355089456245003647</id><published>2009-02-19T18:18:00.000-08:00</published><updated>2009-02-20T04:51:04.607-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='lulu na escola'/><title type='text'>o choro dos alunos</title><content type='html'>&lt;span style="font-style:italic;"&gt;atenção: o texto foi revisado e agora está um pouco melhor. : ) &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ser professor é lidar com a dor dos alunos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto mais novo for o aluno, mais a dor é explícita. Quanto mais velho, mais escondida, dissimulada, mas a dor vem e se não veio nunca, ouso dizer que a tarefa do professor foi falha. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode ser a dor da descoberta de um limite, pode ser a dor da regra que não se quebra, a dor de um novo conhecimento que coloca em questão todo o mundo tal como era conhecido, a dor que implica atingir e ultrapassar um limite.A dor de ir para a escola, a dor de tirar uma nota baixa, a dor de um amigo que diz uma coisa ruim... O aprendizado é uma delícia, e uma das medidas da felicidade é ultrapassar nossos limites e alcançar novas alturas, mas isso não acontece sem dor. &lt;br /&gt;Se foi sem dor, não foi. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu dou aula para crianças, da antiga quinta série, hoje sexto ano. Crianças que estão chegando ao curso ginasial e enfrentam um monte de medos novos e um monte de desafios. Uma aula típica do sexto ano é assim: &lt;br /&gt;Você começa a escrever na lousa. &lt;br /&gt;Quinze pessoinhas levantam a mão, ou começam a falar mesmo, sem levantar a mão nem nada: &lt;br /&gt;- é para copiar? &lt;br /&gt;você responde o que até então parecia óbvio: &lt;br /&gt;- sim. &lt;br /&gt;você vira de volta para a lousa, e novas mãos se levantam: &lt;br /&gt;- pode copiar de lápis? &lt;br /&gt;você responde, dura: &lt;br /&gt;- não. &lt;br /&gt;Uma aluna começa a sofrer: &lt;br /&gt;- mas eu já comecei a copiar a lápis!!! E agora??? vou ter que apagar tudo? passar a caneta por cima? começar tudo de novo? vou tirar um zero? &lt;br /&gt;você, que só queria saber de ensinar o que são substantivos,  só isso, respira fundo e responde: &lt;br /&gt;- é para copiar, e à caneta. Se você começou com lápis, continue à caneta e depois você passa a caneta por cima do que foi escrito a lápis e fica tudo bem. &lt;br /&gt;Mais mãos se levantam: &lt;br /&gt;- Mas se eu copiar à caneta eu vou errar, e aí? O que eu faço????&lt;br /&gt;- Você passa um risco em cima do que errou e pronto, continua escrevendo. &lt;br /&gt;e, pobre de você, professor, acha que agora a aula pode começar e você pode falar do processo de nomeação das coisas do mundo. que nada...&lt;br /&gt;- e pode usar branquinho? &lt;br /&gt;- pode. &lt;br /&gt;- Mas eu não trouxe branquinho...&lt;br /&gt; - coloca o branquinho depois...&lt;br /&gt;- mas minha mãe...&lt;br /&gt;Quando colocam a mãe no meio o professor sabe que é a hora de parar de dar ouvidos às questões existenciais dos alunos: &lt;br /&gt;- Não em interessa sua mãe. Copie. à caneta. Pronto. Vamos lá. &lt;br /&gt;É isso, todos os dias, por uns dois meses. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje todos tinham que entregar o caderno de gramática. E havia matérias para passar a limpo, do ano passado. Quando começo a falar que hoje é o dia da entrega, vejo uma aluna chorando. O queixo da bichinha tremia. Os olhos cheios d´água. Ela era a aluna mais responsável da classe. Estava a um minuto de se desmanchar em lágrimas. &lt;br /&gt;Ignorei. &lt;br /&gt;Segui com a aula. &lt;br /&gt;No fim, chamei a garota: &lt;br /&gt;- Me conta, o que aconteceu? &lt;br /&gt;Logo vem uma amiga atrás, esbaforida, mais bagunçada, mais esquecida, e começa a me explicar: &lt;br /&gt;- deixa eu falar antes!! É que ela - a menina que segurava o choro até agora - me emprestou o caderno dela, que estava completo, para eu copiar. Eu me enganei e achei que era para entregar amanhã, e não trouxe... Nem o caderno dela, nem o meu...   Mas a culpa é minha!! E agora, ela vai ficar com z? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem for homem, independente do sexo, que me responda: &lt;br /&gt;o que fazer? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo todas as questões morais e éticas aprendidas nos cursos da universidades passam pela cabeça. Democracia é tratar todos iguais. Havia um prazo. O fato é que o caderno da chorona não foi entregue no prazo . quem não entrega o caderno no prazo leva z. E eu vi o olho da menina. Aflita. Angustiada. E a aflição da amiga esquecida. Ai meu deus. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inventei uma solução maluca, pois ali na hora da aula, quero ver quem consegue ser Salomão: &lt;br /&gt;- então, você que esqueceu os cadernos, fica com as duas punições: dela e a sua. Ao invés de eu abaixar um conceito de cada uma pelo atraso, eu abaixo dois seus. &lt;br /&gt;- Então se eu tirar A eu vou ficar com C? &lt;br /&gt;- Sim. &lt;br /&gt;- A minha maior nota vai ser C? &lt;br /&gt;- Sim, mas a Isa fica com A. Tchau. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui embora, bem incerta da minha decisão. Eu heim? Coisa mais difícil que é ser professora. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passa um tempo, o dia acaba, e a menina que esqueceu os cadernos vem me procurar: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Lu!!! Amanhã eu não venho na escola! Vou viajar, já está marcado! Meus pais que marcaram... como vou poder entregar os cadernos??&lt;br /&gt;Quase respirei aliviada. Aquela era mais fácil: &lt;br /&gt;- esse problema é seu. Se os cadernos não estiverem aqui amanhã, as duas ficam com z. &lt;br /&gt;e a menina foi embora para casa, aflita. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E hoje também conversei com uma ex aluna minha, que foi minha aluna por três anos, e agora está no colegial. Ela havia me escrito um recado no orkut dizendo assim: &lt;br /&gt;- Eu não aguento de saudades de você. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Peguei a moça pelo cangote e falei: &lt;br /&gt;- hoje você vai almoçar comigo. e para levar uma bronca. &lt;br /&gt;Depois do meu blá blá blá falando que ela tinha que crescer, se desprender do ginásio, curtir os novos professores e amigos, e etc ela começou a falar: &lt;br /&gt;- lu,eu não sou de chorar, mas eu estou chorando no meio das aulas. Eu olho para os lados e vejo  que das trinta pessoas da classe eu só conheço sete. Só sete!!!Eu começo a chorar. Como eu vou viver num mundo assim? E quando eu for para a faculdade então? Aí que eu não vou conhecer ninguém!! Socorro lu, me ajuda. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sorri, mudei de assunto e começamos a conversar sobre a vida: &lt;br /&gt;- E sua mãe? como está? &lt;br /&gt;- Minha mãe tá bem, o problema é ela comigo. &lt;br /&gt;- Como assim? &lt;br /&gt;- eu sempre fui muito ligada a minha mãe, a gente sempre foi muito próxima, mas ela me proíbe de voltar para casa sozinha. Eu moro do lado da escola, poderia ir andando, e nessas, poderia fazer os programas que o pessoal faz depois da escola, mas ela não deixa. sabe, é chato. Quando ela não vem me pegar, eu tenho que esperar um irmão meu vir, e é super chato, sabe? Eu queria que minha mãe deixasse eu andar sozinha pelas ruas...&lt;br /&gt;Contive meu riso, pois aquela era a menina que reclamava porque na classe dela de trinta pessoas, ela só conhecia sete. &lt;br /&gt;Continuamos conversando...e o Paulo? &lt;br /&gt;- Nos separamos, lu. Sabe, a gente nunca tinha assumido nosso namoro, porque... sabe? Tinha um monte de casalzinho da classe que começava a namorar, e falava para todo mundo e depois de duas semanas estava brigado. Então a gente nunca falou assim: estamos namorando. Mas a gente sempre conversou sobre a gente. E agora...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;continuamos a falar, sobre banalidades, sobre a aula de teatro que estava acontecendo no pátio, sobre outras coisas. De repente, ela pergunta: &lt;br /&gt;- Lu, quando você se separou, como é que foi? &lt;br /&gt;- Como é que foi o quê? &lt;br /&gt;- O que você faz com tudo o que você sentia e agora não sente mais?  O que você faz? Para onde vai tudo o que aconteceu e que você viveu? Onde ficam essas coisas? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e eu respondi que eu não sabia. Mas achava que essas coisas ficavam na gente, como uma memória feliz de um curso ginasial familiar que depois, quando a gente vai para o colegial, não existe mais. Que a gente tinha que aprender, reaprender, a viver no agora, nesse novo mundo. &lt;br /&gt;E é difícil isso, porque a gente tem que se reaprender, se reconhecer, mas que é assim, não tem jeito, as coisas mudam, e é assim e é até bom, porque sofrimento significa mudança, crescimento, e é bom que as coisas não fiquem sempre do mesmo jeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela me olhou, pouco convencida.  &lt;br /&gt;Acho que eu estava pouco convencida também, mas ao mesmo tempo estava muito convencida de mais coisas do que ela. E pensei: esse é meu papel. Não ligar tanto para essa dor, e mandá-la seguir em frente, sozinha,  porque é isso que é a verdadeira educação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é duro, e bom, lidar com o choro dos alunos. quando a gente cresce, parece que a gente chora menos. Não sei porque, já que as dores continuam ali. E eu queria levantar a mão e que alguém me dissesse, agora, se o traçado da vida é a lápis ou à caneta.&lt;br /&gt;Queria, e não queria. Por outro lado é bom, não estar mais na quinta série.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/156124072423454869-7355089456245003647?l=continuavalendo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://continuavalendo.blogspot.com/feeds/7355089456245003647/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=156124072423454869&amp;postID=7355089456245003647' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/156124072423454869/posts/default/7355089456245003647'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/156124072423454869/posts/default/7355089456245003647'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://continuavalendo.blogspot.com/2009/02/o-choro-dos-alunos.html' title='o choro dos alunos'/><author><name>l</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11781710861316864963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-156124072423454869.post-8918100036559109801</id><published>2009-02-19T06:04:00.000-08:00</published><updated>2009-02-19T06:27:53.402-08:00</updated><title type='text'>Psicalistas</title><content type='html'>Quem é filho de psicanalista não é filho de psicanalista, é filho de psicalista. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro dia saí prum bar e de repente, à mesa, em meio às cervejas e conversas boas de bar, demo-nos conta que éramos três, enfileiradas ali lado a lado, três moças filhas de psicalistas. A mesa emudeceu e todos nos olharam com um misto de pena e sei lá o quê. Sim, éramos sobreviventes, e o destino havia nos unido: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vamos mudar de lugar!!- resolvemos, não sem antes percebermos que as três não só eram filhas de psicalistas mas de mães psicalistas, o que torna tudo mais grave. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas são três linhas diferentes... - diz o amigo, conciliador, tentando diminuir o evento cósmico que ali se dava. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então começou a brincadeira - pedante, eu sei, porém charmosa, talvez, aos  interessados e iniciados nessa superstição: &lt;br /&gt;adivinhar, pelas filhas, qual era a linha de cada mãe. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Hum... você é judia? - pergunta o primeiro investigador. &lt;br /&gt;- Sim! - responde a rechonchuda, ar desafiador e sexy. &lt;br /&gt;- Ok, freudiana. - responde o rapaz. Ele estava certo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você é argentina? - perguntou para a segunda, perua, um pouco para além do nosso gosto para uma mulher assim tão bem resolvida, mas estilosa e legal: &lt;br /&gt;- sim... respondeu a menina. &lt;br /&gt;- Lacaniana!!! - falou o rapaz. E ele estava certo. Foi um tapa na cara de muitos incréus. O cara era bom. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Seu nome tem flor no meio? - perguntou à terceira menina, com saia indiana, que esquecia de pentear o cabelo de manhã: &lt;br /&gt;- Sim...  - reponde a guria, mal humorada, perguntando-se se deveria deixar crescer uma franja emo. &lt;br /&gt;- Tem complemento indígena? &lt;br /&gt;- Ok!! Todos me chamam de Rô, mas meu nome é Rosa Erecê!!!- revela a garota, quase gritando. Confesso que dava para vislumbrar, entre a revolta, uma ponta de orgulho pelo nome esquisito.  O moço ri, logo em seguida faz cara séria e solta o veredicto: &lt;br /&gt;- Reichana. Terapeuta corporal, tem incenso na sala da sua mãe...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mesa estava em silêncio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estávamos ali expostas. As três filhas de psicalistas. Amigas por livre vontade. Que Freud nos perdoe mas puta-que-pariu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/156124072423454869-8918100036559109801?l=continuavalendo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://continuavalendo.blogspot.com/feeds/8918100036559109801/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=156124072423454869&amp;postID=8918100036559109801' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/156124072423454869/posts/default/8918100036559109801'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/156124072423454869/posts/default/8918100036559109801'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://continuavalendo.blogspot.com/2009/02/psicalistas.html' title='Psicalistas'/><author><name>l</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11781710861316864963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-156124072423454869.post-2944815401144273066</id><published>2009-02-11T03:44:00.000-08:00</published><updated>2009-02-11T04:08:44.669-08:00</updated><title type='text'>seis segredos</title><content type='html'>A &lt;a href="http://rre.opsblog.org/2009/02/07/meme-postsecret/"&gt;Camila &lt;/a&gt;me pediu para contar seis segredos. Ora, se são segredos não vai ser aqui que vou contá-los, embora o número de leitores desse cantinho seja tão reduzido que mesmo estampados aqui os segredos talvez continuem quietos nos seus cantos, silenciosos e intocados.&lt;br /&gt;Comecei a pensar sobre segredos e cheguei à conclusão que tenho poucos pouquíssimos segredos. Segredos de cama não são segredos, são intimidades que devem ser sussurradas ali, na cama, ou no ouvido de quem quero que vá para lá. Segredos de família pertencem à esfera do divã, ou dos barracos em família, e como isse aqui não é um filme do Lars Von Trier também não é o caso de proclamá-los assim em praça pública. &lt;br /&gt;Os segredos das minhas amigas confiados a mim, não sou eu que vou revelá-los - se bem que um segredo contado é um segredo que pede para ser espalhado, louco para deixar de ser segredo e passar à condição de notícia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo se transformasse isso aqui em cama, divã e ouvidos amigos ( e o blog, às vezes, é tudo isso mesmo ainda que sem sê-lo de fato) não lembro de seis segredos.  Acho que meus segredos verdadeiros ficaram tão quietos nos seus cantos que me esqueci deles, então que eles fiquem por lá. Em suma, sou do tipo que senta e conta tudo da vida, para todo mundo,  e gosto de pessoas assim e gosto que seja assim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer maneira, o convite é gentil, de pessoa amiga, e aqui vão então seis coisas que quem não morou comigo não sabe sobre mim: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - durmo abraçada com dois bichos de pelúcia, um leão e um bicho preguiça. Os bichos me foram dados pelos dois homens que amei na vida, um passado e outro ainda presente. O engraçado é que os bichos revelam muito do que é cada um desses homens. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;- não tenho um cachorro porque não tenho coragem de me responsabilizar por nenhum ser vivo nesse momento, a única planta que tenho em casa vive à mingua, coitada, porque ela não fala e não se mexe e eu esqueço que ela é viva. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- dizem que eu sou a mulher mais mulherzinha do planeta, mas eu deixo toalha molhada em cima da cama e sapatos na sala. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- não consigo deitar na cama e dormir direto. Preciso sempre ler alguma coisa e gosto muito quando sonho a continuação do que estava lendo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- sonho em palavras. Reparei nisso ultimamente, meus sonhos são narrativos, quase não têm imagens, têm muitas falas e alguns são pura fala. Acho. Não sei. De qualquer maneira fico contente quando me lembro dos meus sonhos porque fico achando que isso é um sinal de saúde mental. Não é sempre que me lembro dos meus sonhos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quando vou à academia de ginástica fico um tempo grande no vestiário reparando em como as mulheres se cuidam para aprender como é que faz.  &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;é isso. Um beijo Cá.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/156124072423454869-2944815401144273066?l=continuavalendo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://continuavalendo.blogspot.com/feeds/2944815401144273066/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=156124072423454869&amp;postID=2944815401144273066' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/156124072423454869/posts/default/2944815401144273066'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/156124072423454869/posts/default/2944815401144273066'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://continuavalendo.blogspot.com/2009/02/seis-segredos.html' title='seis segredos'/><author><name>l</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11781710861316864963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-156124072423454869.post-7835216390140062519</id><published>2009-02-08T16:39:00.000-08:00</published><updated>2009-02-08T16:57:22.440-08:00</updated><title type='text'>um dia</title><content type='html'>acordei e vi que estava passando mal pelo excesso de pizza da noite anterior. Ainda bem, - pensei - que tudo escorra pela privada. Fiz as contas do mês e percebi que estava já falida, já antes da segunda semana, mas que tinha o suficiente para as contas básicas e decidi que esse será um mês sem compras, sem livrarias, sem sapatos e sem grandes saídas para jantares e almoços e achei até simples tudo isso. Fui ao banco, retirei o dinheiro da faxineira, do condomínio, retirei um dinheiro a mais para a moça que achara a minha  carteira e fiquei com o resto, que deve durar duas semanas. &lt;br /&gt;Lavei a roupa suja da semana, arrumei a casa, fiz meu cronograma de como ficarão meus dias. Fiquei assustada: muito trabalho, pouco tempo livre. Uma escolha. &lt;br /&gt;Resolvi finalmente resgatar minha carteira que fora furtada há mais de um mês, uma pessoa a tinha encontrado e me ligara avisando. A pessoa morava em guaianazes, longe bem longe daqui, liguei, pedi desculpas pelo sumiço, e marquei o encontro para as quatro da tarde. &lt;br /&gt;Almocei com meu avô e encontrei minha grande amiga, que me acompanharia na viagem de metrô.Fomos e voltando conversando, duas horas de passeio pelo metrô da cidade imensa, e ficamos ambas mais leves na volta. Quem achou minha carteira foi Dona Rosária, uma senhora que vive de catar latas. Sempre acha documentos. Viu a carteira e pensou: que carteira bonita! vou ficar com ela, estou precisando de uma carteira. Abriu a carteira e ali viu todos os documentos. "Não ia conseguir dormir... Meu sobrinho que ligou para a senhora." Ligaram para o lugar onde faço as unhas, de lá, me deram o telefone do sobrinho, que deu o telefone da vizinha da D. Rosária, que veio me encontrar e devolver a carteira.  &lt;br /&gt;- Que bom que ainda há pessoas conscienciosas nesse mundo, comentou meu avô. &lt;br /&gt;Fui para casa, sem programa para o final de domingo, passei no supermercado e comprei comida para mim e para a faxineira, que virá depois de amanhã. Tenho o que comer de manhã e à tarde, e tenho lanchinhos para não ficar gastando dinheiro na rua. &lt;br /&gt;Comecei a anotar o que como para descobrir que somente no almoço com o vovô já tinha consumido quase o dobro do necessário. &lt;br /&gt;Na minha casa, organizei o dia de amanhã, reli e me assombrei com o Estrangeiro, li um capítulo de um livro lindo e vim escrever.  &lt;br /&gt;Ele não ligou, nenhum ele ligou. Tenho saudades e me falta um corpo para me abraçar, mas o dia aconteceu e eu fico com uma sensação de que venci.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/156124072423454869-7835216390140062519?l=continuavalendo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://continuavalendo.blogspot.com/feeds/7835216390140062519/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=156124072423454869&amp;postID=7835216390140062519' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/156124072423454869/posts/default/7835216390140062519'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/156124072423454869/posts/default/7835216390140062519'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://continuavalendo.blogspot.com/2009/02/um-dia.html' title='um dia'/><author><name>l</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11781710861316864963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-156124072423454869.post-7638149646716235764</id><published>2009-02-03T11:02:00.000-08:00</published><updated>2009-02-04T03:55:33.810-08:00</updated><title type='text'>enquanto isso, no ônibus...</title><content type='html'>... o cobrador fala: &lt;br /&gt;- a próxima parada é o hospital das clínicas. Quem for cuidar da saúde, é para descer aqui mesmo. Agora, quem descer aqui e não tiver  jeito... aí... é a última parada mesmo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e mantém sua cara, impassível, de cobrador cansado que já viu tudo nessa vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/156124072423454869-7638149646716235764?l=continuavalendo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://continuavalendo.blogspot.com/feeds/7638149646716235764/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=156124072423454869&amp;postID=7638149646716235764' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/156124072423454869/posts/default/7638149646716235764'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/156124072423454869/posts/default/7638149646716235764'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://continuavalendo.blogspot.com/2009/02/enquanto-isso-no-onibus.html' title='enquanto isso, no ônibus...'/><author><name>l</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11781710861316864963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-156124072423454869.post-296495410704315937</id><published>2009-01-29T16:18:00.000-08:00</published><updated>2009-01-29T16:27:53.483-08:00</updated><title type='text'>O narcisismo da gripe</title><content type='html'>A xpressão é da minha amiga Nina, que estava gripada mas topou sair porque "é bom eu sair desse narcisismo da gripe". &lt;br /&gt;Achei fantástico. &lt;br /&gt;É assim: a gente fica gripada, a cabeça dói e o corpo dói, e aí de repente começa a doer tudo o mais. A gente se concentra nos graus da nossa febre, em cada um dos nossos ossinhos, no nariz que não pára de escorrer. E a gente pensa assim: &lt;br /&gt;- estou gripada, estou gripada, estou gripada...&lt;br /&gt;e fic ana cama, gripada, pensando na gente mesmo e em como a gente está gripada. &lt;br /&gt;É o narcisismo da gripe. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em alguns casos a síndrome não só pode como sempre parece evoluir: &lt;br /&gt;estou gripada, estou horrenda, não tenho remédio, não tenho dinheiro para comprar remédio, não tenho me alimentado bem, não me cuido bem, não tenho quem cuide de mim, a vida é uma merda, a existência é uma merda, nunca mais vou sarar, estou gripada, meu nariz está do tamanho de uma melancia, acabou o lenço d epapel, acabou omundo também, eu, eu , eu - gripada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, minha amiga, que não é boba nem nada, se obrigou a sair de casa, e ficar gripada ao lado de gente, para sair do narcisismo da gripe, tirar os olhos do termômetro da doença própria e perceber que o mundo continua girando, que há inclusive gente se amando, chorando, cuidando dos filhos, se cuidando, se querendo, se largando, envelhecendo, nascendo, vivendo. &lt;br /&gt;Sair do narcisismo da gripe é sair de um certo gozo com o sofrimento próprio. A gente até pode falar que não, mas é bem fácil se afogar em nossa própria doença, de tão encantados que ficamos às vezes com ela, ou elas - porque as doenças são várias. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;perigoso isso, do narcisismo da gripe. É necessário tomar cuidado com ele e, às vezes, um instante que seja de olhar para fora, já resolve. nâo há nada como perder um pouco da própria importância.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/156124072423454869-296495410704315937?l=continuavalendo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://continuavalendo.blogspot.com/feeds/296495410704315937/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=156124072423454869&amp;postID=296495410704315937' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/156124072423454869/posts/default/296495410704315937'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/156124072423454869/posts/default/296495410704315937'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://continuavalendo.blogspot.com/2009/01/o-narcisismo-da-gripe.html' title='O narcisismo da gripe'/><author><name>l</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11781710861316864963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-156124072423454869.post-7327627123377853817</id><published>2009-01-27T20:39:00.000-08:00</published><updated>2009-01-29T16:33:29.864-08:00</updated><title type='text'>Histórias de mulheres</title><content type='html'>Rebeca tem trinta e cinco anos. Ela estudou nas melhores escolas de sua cidade, fez faculdade de design, casou com advogado, teve um filho. Quando estava grávida, Rebeca rezou para que seu filho não fosse uma menina. "Os homens têm que dar duro na vida por cerca de cinco anos, depois da faculdade, é quando eles têm que dar muito duro, achar uma mulher para casar e lhe dar filhos, engrenar no emprego, depois que engrenam, claro, eles continuam trabalhando duro, mas de certo modo a vida para eles está feita. A mulher tem que dar duro a vida inteira." Rebeca parou de trabalhar, para cuidar do filho. O seu marido é um advogado bem sucedido. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paula é uma mulher de cinquenta anos, super empresária, bem sucedida, mãe de dois filhos, recém separada: - o meu marido pode ficar grisalho que todos vão achar sexy. Se me virem com um fio de cabelo branco, todos vão comentar como estou descuidada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lucia mora sozinha, é muito bem sucedida, solteira, sai, tem uma vida agitada. Um dia começou a receber torpedos em seu celular e passou a ser assediada por torpedos. Descobriu que quem mandava os torpedos era o porteiro do seu prédio, que descobrira o número do celular dela. Ficou durante muito tempo com medo de sair e voltar para casa, até o proteiro ser demitido. " Se fosse um homem morando sozinho, e não eu, isso nunca teria acontecido. Se eu tivesse um marido, isso não teria acontecido. "&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paula contou das prioridades da vida dela: "em primeiro lugar vem minha filha, depois meu marido, depois minha casa, depois meu trabalho, depois eu" e contou das prioridades do marido dela: "em primeiro lugar vem nossa filha, depois o trabalho, depois ele, depois a casa, depois eu. Quer dizer, eu talvez venha antes da casa, mas acho que não, ele sempre reclama que a casa está mal cuidada."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ana é uma pesquisadora de sucesso, acabou de publicar um livro e descobriu que está sendo cotada para ganhar um prêmio importante. Me ligou deprimida: "O Roberto está namorando uma menina linda e burra. Se eu ganhar esse prêmio é que eu nunca vou achar um homem mesmo."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;( continua...)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/156124072423454869-7327627123377853817?l=continuavalendo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://continuavalendo.blogspot.com/feeds/7327627123377853817/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=156124072423454869&amp;postID=7327627123377853817' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/156124072423454869/posts/default/7327627123377853817'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/156124072423454869/posts/default/7327627123377853817'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://continuavalendo.blogspot.com/2009/01/historias-de-mulheres.html' title='Histórias de mulheres'/><author><name>l</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11781710861316864963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-156124072423454869.post-3842855909164389090</id><published>2009-01-26T10:21:00.000-08:00</published><updated>2009-01-26T10:25:05.242-08:00</updated><title type='text'>dor no olho</title><content type='html'>Nos últimos três dias fui acompanhada por três dores, que foram e voltaram. Uma dor no olho, dor de cabeça, e ontem cortei meu dedo então estou com dor no dedo também. É engraçado porque quando as pertes dos nossos corpos dóem a gente toma consciência da existência delas sempre, o tempo inteiro, como se não pudesse esquecer: tenho um olho, tenho uma cebça, tenho um dedo. &lt;br /&gt;Então hoje estou assim: tenho pelo menos um olho, uma cabeça e um dedo. De resto, tudo vai bem, porque estou me despreendendo de outras coisas que tinha mas que doíam mais que o necessário.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/156124072423454869-3842855909164389090?l=continuavalendo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://continuavalendo.blogspot.com/feeds/3842855909164389090/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=156124072423454869&amp;postID=3842855909164389090' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/156124072423454869/posts/default/3842855909164389090'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/156124072423454869/posts/default/3842855909164389090'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://continuavalendo.blogspot.com/2009/01/dor-no-olho.html' title='dor no olho'/><author><name>l</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11781710861316864963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-156124072423454869.post-4175034794055514098</id><published>2009-01-21T12:14:00.000-08:00</published><updated>2009-01-21T12:22:26.127-08:00</updated><title type='text'>a minha cidade, a minha casa</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/__unhbl2XukM/SXeD6cDb69I/AAAAAAAABy8/tDvhvMThKSM/s1600-h/manicure+pin-up2.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 297px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/__unhbl2XukM/SXeD6cDb69I/AAAAAAAABy8/tDvhvMThKSM/s400/manicure+pin-up2.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5293844926983564242" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Passei mais de trinta dias fora da minha cidade e da minha casa, morando no Planeta Rio, uma cidade Linda. Foi bom, foi muito bom, foi maravilhoso estar na cidade linda, junto a pessoas que eu amo, recebendo e dando amor, sem saber de quase nada das coisas de cá. Agora voltei, e bola para frente. Trabalho, casa, corpo, escrita. É bom, muito bom também,estar de volta a minha casa, mais forte, mais inteira, mais segura, cheia de projetos e coisas. só para contar. Estou bem. :)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/156124072423454869-4175034794055514098?l=continuavalendo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://continuavalendo.blogspot.com/feeds/4175034794055514098/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=156124072423454869&amp;postID=4175034794055514098' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/156124072423454869/posts/default/4175034794055514098'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/156124072423454869/posts/default/4175034794055514098'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://continuavalendo.blogspot.com/2009/01/minha-cidade-minha-casa.html' title='a minha cidade, a minha casa'/><author><name>l</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11781710861316864963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/__unhbl2XukM/SXeD6cDb69I/AAAAAAAABy8/tDvhvMThKSM/s72-c/manicure+pin-up2.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-156124072423454869.post-2142293080611937717</id><published>2009-01-15T15:44:00.000-08:00</published><updated>2009-01-16T14:59:07.940-08:00</updated><title type='text'>comendo sozinha</title><content type='html'>( para os eventuais leitores e leitoras: a blogueira pede desculpas mas estah em terra estrangeira, em computador alheio e sem nenhum acento ou mesmo cecedilha. a vontade de  escrever estah mais forte que a vergonha na cara - que eh nenhuma- entao vai assim mesmo, sem acentos nem nada) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu me separei ha um ano. Ha um ano tenho aprendido a nao conjugar mais o verbo na primeira pessoa do plural e passar a usar e descobrir o EU, o que eu faco, o que eu gosto, como transo, quem sou, independente do outro, de um nos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando eu me separei tinha a conviccao de que era isso mesmo que eu queria, saber ser feliz sozinha, curtir minha casa, descobrir um prazer em estar solteira, morando sozinha, sem aquela necessidade de existir um outro que preenchesse e desse sentido aaquilo que eu sou. Eu lembro ainda que as principais dificuldades estavam nas pequenas coisas do dia a dia, chegar em casa e nao ter ninguem que viesse me receber, nao ter recados na secretaria eletronica nem e-mails novos chegando nem ninguem para contar como havia sido o dia. Fazer compras para mim e somente para mim, e, o principal, ter um vida voltada para mim, cujos horarios e desejos e tempos giravam em torno de mim mesma. Sao poucas, pouquissimas as pessoas que levam vidas assim.    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maioria das pessoas vive em funcao de  outras pessoas. Maes vivem em funcao dos seus filhos, mulheres em funcao dos seus homens, homens em funcao das suas mulheres, homens e mulheres em funcao de suas familias. Chamamos isso de responsabilidades, de amor, sei lah, o que sei eh que sao poucos os adultos que conheco que vivem em funcao de si mesmos, primeiramente e principalmente em funcao de si mesmos, seja acompanhados ou sozinhos. &lt;br /&gt;Um monte de gente, eu sei, poderia dizer que eh isso que eh ser adulto, ou mesmo ser humano, a gente vive para cuidar da familia, do outro, para fazer lacos e compromissos e construir relacoes e fazer filhos e construir a casa e tal.&lt;br /&gt;O problema eh que as vezes se vive tanto pelo outro que a gente ateh esquece como a gente eh e deixa, mesmo, de poder ser nos mesmos, de poder, de repente, ateh se o outro nos abandonar um dia, continuar seguindo em frente. O sentido e o eixo da existencia nao pode ficar dependendo de um outro, ateh porque eh muita coisa para depositar em alguem, seja filho, amante, amor, pai, mae, filha, sei lah. Claro que  somos nos e os outros, nos e quem amamos, mas sei lah, eu quero ter meus projetos e forcas e alegrias individuais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando me separei tinha todas essas promessas e perspectivas na manga ( responsabilidades,  companheirismo, casa, filhos,profissao, salario,  futuro garantido, etc) e abdiquei de cada uma delas. Porque havia me perdido de mim, e nao sabia mais quem eu era. Porque nossos caminhos haviam tomado rumos diferentes e nao nos comunicavamos mais tanto como outro dia nos comunicamos, porque nao me sentia completa, nem inteira, porque meu marido entao era para mim um porto seguro. &lt;br /&gt;E nao eh bom?  Ter um porto seguro? &lt;br /&gt;Eu nao quis, nao aos trinta anos, nao na minha cama, nao como projeto de vida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E minha vida era uma especie de porto de seguranca, onde eu sabia que sempre poderia atracar tranquila. Nao me arriscava seduzindo outras pessoas, escrevendo e mostrando o que escrevia, dancando, criando, me abrindo para o mundo. Eh claro que essa eh uma narrativa meio exagerada, quem me conhece mesmo sabe que nunca fui completamente assim, mas me sentia, a certo momento, assim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tudo o que eu nao queria era a tranquilidade do porto seguro, queria a aventura da viagem, da descoberta de novos mares, novos portos,    queria saber como era esse navio em que morava, e qual viagem queria fazer, queria um barco leve. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No comeco, entao, cada dia era uma descoberta da novidade de estar soh. A que horas eu queria dormir, a que horas queria sair, o que queria comer, como fazia para me divertir, quais os novos programas, como era beijar e ter na cama homens diferentes e novos. Cada dia uma conquista, uma tristeza, uma saudade, uma conqusita.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E entao a vida nos atropela, e meu pai ficou muito doente, e depois se recuperou totalmente, mas isso abriu em mim uma vontade enorme de ter alguem, uma percepcao de que quando a gente estah no hospital doente nao ha nada como alguem que nos ama segurando a nossa mao. Percebi que o amor profundo e o companheirismo sao muito muito valiosos tambem, isso eh obvio, mas ali naqueles dias ficou muito forte para mim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas noites em que ia dormir em casa, nas folgas do hospital, dormia sozinha, e foi dificil pra burro, e nessa hora um homem que estava ali por ali esteve muito muito presente e se fez inteiro, presente, importante. &lt;br /&gt;E entao o amor chegou. &lt;br /&gt;Um amor novo, em todos os sentidos. Um amor que eu nao havia vivido ainda, um amor dos trinta anos, um amor com bagagem, com historia, com coisas para resolver, com outros amores. E eu me entreguei, e me apaixonei, e o recebi em minha casa e me vi casada de novo. Mas as historias continuavam, e continuam e nao eh isso o que importa agora, para esse post. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que importa agora, para esse post, eh que no segundo semestre eu nao conseguia mais ficar sozinha. Estava na corda bamba entre a perspectiva desse novo amor dar ou nao certo e saindo muito e querendo muito encontrar alguem que se transformasse por sua vez no novo amor. &lt;br /&gt;Nao fiquei em casa sozinha quase nem um minuto sequer. E evitei isso a qualquer e todos os custos. A minha casa era um lugar de festa, de amigos, de convidados, ou um lugar de dormir. Eu nao me apropriei da minha casa, e acho que isso significa tambem que eu nao me apropriei de mim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu gosto e sempre gostei muito de comer. Jah comi muito errado mas independente disso, comer para mim  sempre foi um ato de comunhao e importancia. Tenho um fogao maravilhoso em casa, amo cozinhar, e cozinhar eh tambem um ato de amor e compartilhamento. Na minha casa, no segundo semestre, nao cozinhei para  mim mesma uma vez sequer. Nao comi sozinha nem uma vez. &lt;br /&gt;Comia na lanchonete, na padaria, lanchava, almocava fora, comia com amigos. A minha geladeira era aquela mesma conhecida como geladeira de solteiro, sem comida, sem nada. As frutas estragavam, tudo estragava, e eu desencanei de fazer compras. Os quadros que tinha para pendurar continuaram no chao, meus cedes degringolaram, e eu continuei sem teve e sem video. Lia em casa, li muito, mas os livros e o interesse a certa hora acabaram tambem, saia sempre que podia, e ficava praticamente todos os dias ateh dez da noite na academia. Nao tinha para quem voltar para casa... para que voltar cedo? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parecia que a unica solucao era arrumar alguem para comer comigo. e passar o tempo comigo. Ou isso ou nada, Ou isso ou depre. parei tambem de escrever e de dancar, que eram e sao duas coisas fundamentais para mim, e que eu havia parado durante o casamento e botava a maior culpa no ex. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E agora, de ferias, estou me deparando com uma semana sozinha aqui no Rio de Janeiro. E me coloquei como proposito viver essa semana sozinha comigo mesma, bem, me redescobrindo, sabendo do que eu gosto, e podendo ficar sozinha e bem,como eu queria um ano atras, me curtindo, me namorando, ficando assim curtindo a minha existencia, escrevendo, tomando sol, sei lah. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E agora, agorinha mesmo, fiz algo que na minha lembranca nao fazia ha muito tempo. Fiz uma salada bonita para mim, tomates, muzzarela do bufala, azeite, oregano fresco, sal e pimenta do reino, alface, vinho branco. Ninguem viu, soh eu, e foi bom. &lt;br /&gt; Liguei a teve, escrevi, tenho livros e voltei a escrever. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e esse aprendizado que eu me propus a ter, de ser eu, e de ficar bem sozinha, ia quase indo pela cucuia. Eu ateh sei porque. Porque uma vez uma amiga disse que quem fica bem sozinha, quem realmente encara bem a perspectiva de uma semana de ferias solitaria, acaba ficando sozinha mesmo, porque eh tanta concessao que a gente faz para ficar com alguem  que quando a gente fica bem sozinha acaba querendo ficar sozinha. e porque eh dificil mesmo, porque eh bom ter uma seguranca, mesmo que imaginaria e ficcional, porque ter coragem para ser eu mesma nao eh bolinho.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu nao sei como vou acabar ou nao, nao sei nem se vou acabar alguma hora de algum jeito, mas sei que o que tenho sou eu, e que o sentido da minha existencia nao pode ficar imputado a ninguem . &lt;br /&gt;sei que eh maravilhoso estar junto e comungar a vida com alguem. mas sei, ou quero saber, que eh bom poder curtir uma noite comigo mesma.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/156124072423454869-2142293080611937717?l=continuavalendo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://continuavalendo.blogspot.com/feeds/2142293080611937717/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=156124072423454869&amp;postID=2142293080611937717' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/156124072423454869/posts/default/2142293080611937717'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/156124072423454869/posts/default/2142293080611937717'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://continuavalendo.blogspot.com/2009/01/comendo-sozinha.html' title='comendo sozinha'/><author><name>l</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11781710861316864963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-156124072423454869.post-8463577377288135752</id><published>2009-01-15T11:54:00.000-08:00</published><updated>2009-01-15T12:04:23.286-08:00</updated><title type='text'>O que ele me ensinou</title><content type='html'>A achar que eu sou bonita e gostosa. A nao precisar dele para achar que eu sou bonita e gostosa. A pendurar as toalhas depois do banho, e cuidar das roupas, para elas estarem sempre lavadas e cheirosas. A fantasiar muito e com liberdade na cama,  a gozar com pensamentos, a criar historias. Me ensinou , e procura me ensinar, que esse negocio de angustia da vida, e melancolia da existencia nao sao necessarios, nem bacanas, nem nada, que na vida e nos dias a gente pode simplesmente ser feliz como que nem  um cachorro, e eh isso. Me ensinou a amar uma cidade onde me via estrangeira, me ensinou a conhecer essa cidade.Me ensinou que  meu jeito de ver o mundo eh unico, e gostoso de se ouvir. Me ensinou a sentir falta do corpo dele, do jeito e do olhar dele, me ensinou a querer domina-lo e ser sua senhora e dona, me ensinou e me ensina, a tocar nele, estar perto estando longe, ser livre ao mesmo tempo que presa, por vontade, por liberdade. Me ensinou o olhar mais carinhoso do mundo, me ensinou o olhar de amor e desejo, me ensinou o olhar de preocupacao e medo,me ensinou a me divertir muito, me deu o cachorro dele e deixou que o cachorro fosse meu tambem. Me ensinou e me ensina a ser segura de mim, do nosso amor, a ficar bem sozinha e acompanhada, a ser independente e ao mesmo tempo estar sempre junto,  de maos dadas, ali, cuidando e amando. Me ensinou a dormir nas costas dele, a rir de como ele toma banho, a rir muito, o tempo inteiro, sabendo que sim, parece que sim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/156124072423454869-8463577377288135752?l=continuavalendo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://continuavalendo.blogspot.com/feeds/8463577377288135752/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=156124072423454869&amp;postID=8463577377288135752' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/156124072423454869/posts/default/8463577377288135752'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/156124072423454869/posts/default/8463577377288135752'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://continuavalendo.blogspot.com/2009/01/o-que-ele-me-ensinou.html' title='O que ele me ensinou'/><author><name>l</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11781710861316864963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-156124072423454869.post-999149219522420139</id><published>2008-11-03T18:15:00.000-08:00</published><updated>2008-11-04T08:04:30.192-08:00</updated><title type='text'>Sobre pulgas e elefantes</title><content type='html'>Então o blog estava às moscas por uns vinte dias.&lt;br /&gt;às moscas não.&lt;br /&gt;O blogue, assim como minha casa, e aparentemente toda a minha vida, estava entregue às pulgas.&lt;br /&gt;Sim.&lt;br /&gt;Aqueles seres minúsculos e pululantes, que habitam os pêlos do seu cachorro.&lt;br /&gt;Sim, aqueles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns podem associá-los a pestes e doenças, outros podem lembrar dos bichinhos com simpatia, rememorando alguma pulguinha que um dia habitou um conto ou uma musiquinha infantil, ou  seus fofos bichinhos de estimação. Outros, ainda, podem simplesmente associá-las à insignificância que é afinal de contas o tamanho de cada um de nós aqui na terra: "ele é uma pulga. uma reles pulguinha..." e ao significado da nossa existência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que Elas,  as pulgas,  vieram. Viram.&lt;br /&gt;Quase venceram.&lt;br /&gt;Colocaram, sorrateramente e em silêncio completo, sem fazer alarde, seus ovos (milhares deles) nas frestas de meus velhos tacos. O piso do meu apartamento  é de taco. Até  outro dia achava isso lindo. Hoje, sou uma pessoa mais sábia e que sabe: as pulgas compartilham dessa minha opinião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, num dia de calor, ela vieram. Saíram de seus ovos. E conheceram a luz .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pisei na primeira.&lt;br /&gt;Continuei meu caminho.&lt;br /&gt;Veio a segunda.&lt;br /&gt;A terceira. Pisei na segunda e na terceira.&lt;br /&gt;Vieram todas.&lt;br /&gt;Pisaram em mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Subiram pelas minhas pernas, exploraram minha bunda, entraram pelos meus braços. Fui toda mordida. Picada. Invadida.&lt;br /&gt;Olhava meus lençóis e elas estavam ali. Olhava minhas toalhas e elas estavam ali. Nas minhas roupas, no meu chão.&lt;br /&gt;Pequenas e dominadoras.&lt;br /&gt;Atrapalhavam meu sono e lembravam-me  que não há paz nesse mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Virei metafísica. As pulgas tornaram-se caso de análise, se análise fizesse. Assunto da mesa de bar, do balcão do café, das confissões de alcova, dos papos de msn. Invadiram minhas horas, meu sono e minha mente. Eram donas do meu corpo.&lt;br /&gt;estava tudo dominado. As pulgas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algo tinha que ser feito.&lt;br /&gt;Logo.&lt;br /&gt;Sem dó nem piedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Os sites de dedetização: &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ok, confesso. Sou do tipo que odeio insetos e bichos escrotos que saem do esgotos. Quero que morram. Que deixem meu lar, meu jantar e meu pobre paladar em paz e desintegrem-se nas nuvens do ddt mais próximo. Não suporto. Sou daquelas que vê uma barata e começa a gritar histericamente. Perco a compostura e a coragem, a força  a dignidade  e tudo o mais que sempre luto para manter.  Não mato, não enfrento, não gosto nem de ver. Sou do tipo que em casos extremos chama o zelador.&lt;br /&gt;E lá fui eu:  mulher,  sozinha -  buscar uma empresa de dedetização.&lt;br /&gt;Era um sábado.&lt;br /&gt;Oito da manhã.&lt;br /&gt;Internet:  Pulgas. Morte. Fim. Eliminação. Solução final.&lt;br /&gt;Nem piscava.&lt;br /&gt;Mas confesso: foi duro. Foi difícil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As empresas de dedetização aparentemente têm orgulho de seu trabalho.&lt;br /&gt;E cultivam uma espécie de relacionamento mórbido e ao mesmo tempo afetivo com suas presas. Enfeitam  seus sites com  fotos dos bichos. Há ilustrações.&lt;br /&gt;Mil fotos. Acompanhadas de textos explicativos.&lt;br /&gt;Fotos de quando eles são larvas, fotos dos ratinhos, fotos das baratas, dos cupins, da fase seilá o quê, fotos de tudo. Aquelas que você nunca quis ver na vida. Pornográficas. Horríveis.  Fotos e fotos, acompanhadas de nomes e historinhas da vida morte e reprodução dos bichos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era suficiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Liguei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sábado. Nove da manhã.&lt;br /&gt;A primeira companhia não atendeu.&lt;br /&gt;Enquanto via aflita mais uma maldita pulga ( porque pulga nunca pode ser masculino, não tinha pulgo nenhum, eram todas pulgas, as malditas)  subindo pelas minhas pernas, a segunda companhia atendeu:&lt;br /&gt;- Bom dia - eu disse. E logo relatei a dura, cruel e crua  realidade:  -  Preciso de alguém que salve a minha vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A exploração de uma moça aflita:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mocinho do atendimento nem piscou, estava acostumado, parecia que fazia isso todos os dias:&lt;br /&gt;- Pois não  minha senhora. Estamos aqui para isso.&lt;br /&gt;- Graças a deus, - respondi.&lt;br /&gt;- Em que podemos ajudá-la? - eu podia ouvir o sorriso do outro lado da linha, mas resolvi ignorar.  &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;-Eu  já expliquei moço: Preciso de alguém que salve a minha vida.&lt;br /&gt;- O salvador - digo, o moço - está indo para a residência da senhora  agora mesmo.&lt;br /&gt;- Sério?  ufa...&lt;br /&gt;respirei aliviada. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Momento para as fac:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Não, eu não liguei para outras companhias. Não, eu não fiz outros orçamentos. Sim, eu falei "que bom, graças a deus, obrigada, ufa. ". Falei, pronto. Pronto, falei.&lt;br /&gt;E duas horas mais tarde o mocinho apareceu lá em casa para fazer o orçamento mais caro do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O significado das pulgas&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O exterminador vestiu suas vestes de astronauta, preparou o veneno e reinou pela minha casa por cerca de uma hora.&lt;br /&gt;-Havia pulgas por todos os lados minha senhora.&lt;br /&gt;-  Eu sei!!!&lt;br /&gt;- Tivemos que usar uns vinte litros de veneno minha senhora...&lt;br /&gt;-  Sei...&lt;br /&gt;-  Cada litro custa xis minha senhora.. .&lt;br /&gt;- Entendo...&lt;br /&gt;- O cheiro está muito forte, a senhora só pode voltar para sua casa daqui a dois dias. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;E assim vi-me só, em meu carro, derrotada, envenenada, expulsa de minha casa por seres menores, mais numerosos e aparentemente mais fortes que eu. As pulgas eram o meu pouco salário, as pulgas eram a lembrança de uma reforma cheia de problemas, as pulgas eram a vizinha insuportável , eram sinal de como não sabia cuidar da minha casa, eram a destruição de toda a minha vida, a constatação firme e absoluta de que tudo, absolutamente tudo, estava errado, sinal inequívoco de toda a minha incompetência para a existência nesse mundo. As pulgas eram várias. Uma legião. E estavam ali para acabar comigo, tomar meu chão e meu teto, retirar de mim todo meu dinheiro e acabar com a minha pele.&lt;br /&gt;Algo assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquele momento, fiz o que podia fazer:&lt;br /&gt;chorei, entrei no carro, comprei sapatos e fui encher a cara na casa de uma amiga. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Depois deprimi . &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;Estava fudida: sem casa, sem grana, pulguenta. Era um próprio cão abandonado e sem dono, vagando pela cidade.&lt;br /&gt;Sim.&lt;br /&gt; A essa altura as pulgas já tinham tomado proporções elefantescas. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Fui para a casa do meu pai, refúgio sempre aberto para as minhas aflições.&lt;br /&gt;Fiquei lá dois dias. No terceiro dia , voltei para casa. Aproveitei para dar uma geral, fazer finalmente arrumações sempre adiadas, organizar papéis velhos, trocar os móveis de lugar. A casa estava melhor, as coisas pareciam estar em ordem.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;  No sétimo dia, as pulgas voltaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Lá estavam elas novamente. Vingadoras, absolutas, reinantes, imortais. Eram pulgas superatômicas, mutantes, x-pulgas, sei lá. O fato é que elas haviam voltado, imunes ao veneno.  E estavam ali para me ensinar algo. Nunca podemos folgar, pensar que tudo está bem, que os problemas acabaram. Não se pode deixar uma fresta, um espaço da casa sem verificação, revirem-se as gavetas, arrastem-se as mesas, desdobrem-se os lençóis. &lt;br /&gt;Voltei para a casa do meu pai. Derrotada e perdida.&lt;br /&gt;Era o fim.&lt;br /&gt;Dei adeus a minha casa.&lt;br /&gt;Retirei todas as roupas do meu armário e levei-as  para a lavanderia. Esvaziei as gavetas de papel. Retirei todos os grãos da despensa, separei meus livros mais queridos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E na casa do meu pai, deitada, esperava pelo pior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pulgas se transformariam em cupins que devorariam o prédio, fazendo com que ele caísse e junto com ele levasse  o bairro inteiro. As pulgas eram o primeiro sinal de uma nova praga que assolaria a humanidade e acabaria com todos nós. As pulgas me devorariam viva. As pulgas festejavam sua vitória. Eu nunca mais voltaria para casa, e teria que sempre dar a patética  explicação para a derrota minha na vida:  foram as pulgas. Elas venceram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;E então, depois de muito choro e muita vela veio a luz:&lt;br /&gt;as pulgas eram uma espécie de libertação.&lt;br /&gt;Elas que ficassem com a casa.&lt;br /&gt;Elas que ficassem com a roupa.&lt;br /&gt;Elas que comessem todo meu dinheiro.&lt;br /&gt;Não precisava de nada disso.&lt;br /&gt;Não precisava de nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podia ser expulsa, podia ser presa, podia ser devorada, mas sempre teria a mim. A minha consciência e a minha mente as pulgas não conseguiriam nunca atingir ou aprisionar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era uma mulher livre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E montada em elefantes, pisoteei cada pulguinha. Procurei acabar com todas elas, uma a uma, em meio aos meus sonhos e ao dia a dia que continuava acontecendo. O exterminador veio novamente. Novamente cobriu meu chão de veneno. Dei uns dias.&lt;br /&gt;Os elefantes faziam seu trabalho .&lt;br /&gt;As pulgas pararam de me assombrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como uma rainha, voltei agora para minha casa. Comprei um aspirador de pó, e ainda não peguei as roupas na lavanderia. Confesso que estou com preguiça, e me viro bem com quatro camisetas, calcinhas e duas calças. Gosto de ver o armário vazio.&lt;br /&gt;Sinto falto dos sapatos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuo pobre.&lt;br /&gt;Continuo inviável.&lt;br /&gt;Continuo engraçada.&lt;br /&gt;Levo cicatrizes da guerra pela perna, braço e bunda.&lt;br /&gt;Estou atenta. Às vezes sinto algo subindo em minha perna, mas quero quer que são os fantasmas de pulgas passadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o elefante está ali, bem atento, para esmagar as pulgas que teimarem em aparecer. Um elefante poderoso e sua rainha sultã, que pisoteia todas elas, uma a uma. As que vivem nos meus tacos, sob meu teto e no sótão da  minha mente.&lt;br /&gt;às vezes a gente fraqueja e as pulgas nos invadem, e não há exterminador ou veneno que pareça dar conta. Mas aí, a gente cria força, aprende algo, compra o aspirador de pó, curte a casa do pai um pouco, faz uma narrativa mais feliz, e sobe no elefante.&lt;br /&gt;E as pulgas voltam ao seu tamanho: pequenininhas .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a gente pode voltar para casa. &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/156124072423454869-999149219522420139?l=continuavalendo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://continuavalendo.blogspot.com/feeds/999149219522420139/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=156124072423454869&amp;postID=999149219522420139' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/156124072423454869/posts/default/999149219522420139'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/156124072423454869/posts/default/999149219522420139'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://continuavalendo.blogspot.com/2008/11/sobre-pulgas-e-elefantes.html' title='Sobre pulgas e elefantes'/><author><name>l</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11781710861316864963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-156124072423454869.post-5596146404492446068</id><published>2008-10-11T16:04:00.000-07:00</published><updated>2008-10-11T16:06:26.605-07:00</updated><title type='text'>uma coisa romântica</title><content type='html'>Uma coisa romântica é ler os livros que ele deixou, e sublinhar as passagens mais belas, sabendo que ele procurará os sublinhados e os lerá com curiosidade, e que aqueles traços meus ficarão lá nos livros que são dele, para sempre.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/156124072423454869-5596146404492446068?l=continuavalendo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://continuavalendo.blogspot.com/feeds/5596146404492446068/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=156124072423454869&amp;postID=5596146404492446068' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/156124072423454869/posts/default/5596146404492446068'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/156124072423454869/posts/default/5596146404492446068'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://continuavalendo.blogspot.com/2008/10/uma-coisa-romntica.html' title='uma coisa romântica'/><author><name>l</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11781710861316864963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-156124072423454869.post-4778854938261421840</id><published>2008-10-09T11:14:00.000-07:00</published><updated>2008-10-09T11:26:30.226-07:00</updated><title type='text'>vida adulta</title><content type='html'>Dentre os inúmeros mistérios da existência há aquele das pessoas que reclamam da vida adulta. Reclamam e lembram com saudade e nostalgia de quando eram adolescentes ou ( mistério maior ainda) crianças. São adultos que vivem em função de um futuro e na lembrança de um passado onde supostamente eram mais livres, mais belos, mais saudáveis, mais felizes. Para esses, a vida adulta parece ser um acúmulo de responsabilidades sem fim, de obrigações sem sentido, uma vida chata, sem surpresas, sem novos amigos, sem novidades. Mistério mistério.&lt;br /&gt;Não há liberdade maior do que ser adulto, ter a própria casa, o próprio dinheiro, mesmo que pouco, poder ir e vir sem ter que dar satisfações, saber daquilo que gostamos e não gostamos na cama ( na cozinha, no banheiro...) , poder se arriscar e curtir o mundo, sendo donos de nós mesmos. Na vida adulta somos aquilo que escolhemos ser, temos escolha, temos liberdade. basta se abrir para o mundo, ter coragem e sair por aí. Eu, depois dos trinta, fui ficando cada vez mais bonita, cada vez mais livre, cada vez mais segura e cada vez mais corajosa. O futuro não me assusta nem me prende. Tenho a vida que escolhi e gosto muito dela, e assim que devia ser. É muito misterioso para mim quem constrói uma vida da qual não gosta, em nome de filhos, família, casa própria ou sei lá mais o quê. A vida dulta deveria ser vivida como a vida inteira, dia após dia, com alegria e inteireza. Sim, dá pra fazer amigos, descobrir a si mesmo, apaixonar-se, ficar, transar, curtir, sonhar, querer fazer revoluções  e se surpreender na vida adulta. E tudo isso fica só mais legal.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/156124072423454869-4778854938261421840?l=continuavalendo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://continuavalendo.blogspot.com/feeds/4778854938261421840/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=156124072423454869&amp;postID=4778854938261421840' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/156124072423454869/posts/default/4778854938261421840'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/156124072423454869/posts/default/4778854938261421840'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://continuavalendo.blogspot.com/2008/10/vida-adulta.html' title='vida adulta'/><author><name>l</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11781710861316864963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-156124072423454869.post-5243409709903543239</id><published>2008-10-03T05:17:00.000-07:00</published><updated>2008-10-03T06:25:37.860-07:00</updated><title type='text'>O Casamento e a Cidade</title><content type='html'>Reparei que o filme Sex and the city chegou nas locadoras. Para mim, que  ando na idade das pedras e  não tenho tevê, devedê, nem tevê a cabo é totalmente indiferente, mas serve de pretexto para a escrita sobre o filme, ou... sobre como a busca de sexo e curtição na cidade vira a busca frenética do casamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a série estreou, acho que no raiar deste novíssimo século, apresentava-se como algo novo e disruptor daquilo que era usual em séries de personagens femininas. Era uma série sobre mulheres na casa dos trista anos, que curtiam suas amizades e vidas. Belas, estilosas, bem sucedidas e que gostavam - olha só! todos pareciam dizer... - de sexo, e praticavam sexo, com arte,  regularidade, e - olha só! todos pareciam dizer... - diferentes parceiros.&lt;br /&gt;Então uma trabalhava em uma galeria de arte, outra era uma badalada produtora de eventos, outra uma super advogada e havia até uma escritora, com direito a uma coluna semanal sobre sexo e a cidade, que dava o eixo da trama. Eu me identifiquei, minhas amigas se identificaram, todo mundo se identificou: mulheres solteiras e de bem com a vida, procurando alguém mas procurando, principalmente, se divertir, procurando caminhos para a sua sexualidade, se metendo em roubadas, acertando e errando por aí, curtindo a cidade, curtindo e cuidando de si, se vestindo de maneira sexy e bem à beça.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/__unhbl2XukM/SOYdD2udAfI/AAAAAAAABRI/agZzOBgBvpk/s1600-h/love-sex-and-the-city-pink.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/__unhbl2XukM/SOYdD2udAfI/AAAAAAAABRI/agZzOBgBvpk/s400/love-sex-and-the-city-pink.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5252917967441428978" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Houve quem criticasse desde o início a maneira um tanto superficial como as meninas lidavam com a vida, seu apego exagerado a sapatos e roupas de grife, à imagem em geral, o fato de que a escritora não lia livro algum e uma certa compulsão por homens e sexo e consumo. Ok, mas tudo bem, a séria podia até ser um pouco chata mesmo, mas a idéia de mulheres independentes e livres, fazendo sexo pela cidade,  como  homens, gozando e se divertindo, usando roupas bárbaras e se dando bem em seus trabalhos era interessante e sim, tinha seu toque libertador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O final da série já havia sido assustador: a advogada, ex-solteira convicta,  casara e se mudara para o Brooklin. Vende seu super apartamento em Manhatan e  termina a série numa casa distante das amigas, da badalação, trocando as fraldas do filho e dando banho na sogra já velha e doente, que veio morar com eles.&lt;br /&gt;A galerista pedira demissão, deixara de trabalhar, vivia no apartamento conquistado no primeiro casamento ( mal sucedido - terror dos terrores!) , e  graças  aos deuses e a uma conversão ao judaísmo casara-se novamente e agora concentrava-se na tentativa de adotar uma criancinha, já que não conseguia ter filhos.&lt;br /&gt;Samantha, talvez a mais liberada sexualmente de todas, tivera câncer e percebe como um parceiro é importante , o mocinho lindo a acompanha durante todo o processo, pega na mão dela, e ela acaba casando também, agradecida e feliz, resolve se dedicar ao moço e à carreira do rapaz.&lt;br /&gt;A escritora não casa, mas quer muito muito casar e,  saída de uma relação roubada , volta a procurar o homem da sua vida, apelidado de Mr Big. ( ...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui ver o filme. O que teria acontecido com as meninas? Qual a nova trama? qual o enredo principal?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem o filme da série sexo na cidade deveria se chamar "casamento na cidade".&lt;br /&gt;a trama inteira desenrola-se sobre a questão do casamento. O da advogada está em crise e ela depara-se com uma traição do marido. O da produtora de eventos que abandonou sua vida e carreira para cuidar da vida e carreira do menino, também está em crise ( surprise, surprise...).  O da outra que abandonou sua carreira para cuidar da casa e da chinesinha ( que apesar de já ter lá sua idade não profere uma palavra no filme inteiro e aparece retratada como uma pequena débilmentalzinha)  está ótimo, obrigado e ... last but not least, a escritora reatou com o Mr Big, os dois estão felizes  e então... vamos casar. O filme então começa a partir daí, uns casamentos se desmontando, e a outra pirando no casamento dela, com direito a cenas intermináveis de procura de vestidos e conflitos em volta de sapatos, além da questão material de que o casamento assegura, para a mulher, que todos os bens serão divididos no final, se o horror acontecer e aquele bandido te trocar por outra mais magra e mais nova.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que as mulheres querem, afinal, é casar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E há amigas minhas que argumentaram que Samantha termina sozinha e feliz, e larga o casamento que a havia engordado e feito dela uma mulher frustrada. Uma pergunta paira no ar: por que uma relação que antes do casamento era aberta e livre torna-se, depois do casamento, uma relação monogâmica, onde a mulher tem que abdicar da sua vida para cuidar da vida do marido? Se a Samantha era uma mulher tão bem resolvida com sua sexualidade e ideais de vida, porque ela não poderia criar uma nova forma de estar junto com alguém, numa relação de companheirismo e igualdade e aberta a experiências sexuais com outras pessoas?Porque ela tem a imbecil idéia de que casar é cuidar do outro e abdicar da própria vida, da própria carreira e da cidade que ama?&lt;br /&gt;Porque casamento é casamento, é casamento, e a uma mulher como Samantha- que quer viver sua sexualidade de maneria aberta e livre -  resta ficar sozinha.&lt;br /&gt;A advogada  rompe com o marido traidor, volta a morar sozinha, volta para Manhatan, acaba morando em chinatown e em uma cena patética, sai desesperada pelo bairro à procura de alguma pessoa branca (sério).&lt;br /&gt;A do casamento feliz continua feliz, em nenhum momento sente falta de seu trabalho ou da sua vida pessoal e ainda por cima engravida de verdade e terá um filho realmente seu, para fazer companhia à chinesinha bonitinha e mudinha.&lt;br /&gt;E a escritora... a escritora convence o cara a casar mas se deslumbra com o evento casamento, quer algo grande arrebatador, acaba intimidando o homem apaixonado, que fica acreditando que o casamento mata o amor. Mas a ilusão é passageira, um não vive sem o outro e ao final, sim! eles se casam, colocam alianças numa cerimônia discreta e ao final, os três casais e a amiga solteira e já magra tomam brunch regado a sucos ( cadê os cosmopolitans? eu perguntei, numa útima esperança...)   e crianças berrando à mesa. Uma mesa feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A certa altura do filme, Carrie está contando uma história de conto de fadas para a menininha chinesa.  A história termina com a princesa encontrando ou sendo encontrada pelo príncipe e vivendo finalmente feliz para sempre. É aqui - eu pensei- aqui que vai haver a crítica, por que a felicidade, desde a mais tenra infãncia, significa encontrar o príncipe encantado com quem finalmente nos realizaremos e asseguraremos a felicidade eterna? Que nada. Após ler a história, Carrie vai atrás do seu príncipe, revê tudo e decide que o importante mesmo é casar, e não a festa. Mais madura, segura de si, vai lá e casa.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/__unhbl2XukM/SOYdDxu1GSI/AAAAAAAABRQ/cGxaVj-q-2M/s1600-h/sex-and-the-city-the-movie-2-1024.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/__unhbl2XukM/SOYdDxu1GSI/AAAAAAAABRQ/cGxaVj-q-2M/s400/sex-and-the-city-the-movie-2-1024.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5252917966100830498" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não tenho nada contra casamento. É uma delícia e maravilha a gente ter alguém que testemunhe nossa existência com olhar apaixonado, é ótimo ter alguém que segura a nossa mão se estamos doentes, ter filhos e fazer um pacto de existência e companheirismo, de cumplicidade profunda, com uma pessoa que amamos é realmente muito bacana e dá significado à existência. O amor é lindo, all you need is love e tudo mais.&lt;br /&gt;Mas...&lt;br /&gt;por que uma série sobre mulheres livres, sobre sexo na vida de mulheres solteiras e bem sucedidas, seguras de si e poderosas, termina sendo uma série sobre a procura do casamento? Por que os casamentos são do modelo mais antigo e careta possível, significando pactos eternos de fidelidade, sacrifícios da carreira ( no caso das mulheres), abdicação, aliança e papel? Por que o enredo do conto de fadas não muda?&lt;br /&gt;O significado da existência não pode ser inventado, não pode acontecer na solterice, os pactos não podem ser recriados.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/__unhbl2XukM/SOYdDxWH7EI/AAAAAAAABRY/4XhPKZWyDD0/s1600-h/sex-and-the-city-5.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/__unhbl2XukM/SOYdDxWH7EI/AAAAAAAABRY/4XhPKZWyDD0/s400/sex-and-the-city-5.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5252917965997206594" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Ok, é só uma série, mainstream. Uma série mainstream e , no final das contas, careta até o último fio de cabelo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/156124072423454869-5243409709903543239?l=continuavalendo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://continuavalendo.blogspot.com/feeds/5243409709903543239/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=156124072423454869&amp;postID=5243409709903543239' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/156124072423454869/posts/default/5243409709903543239'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/156124072423454869/posts/default/5243409709903543239'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://continuavalendo.blogspot.com/2008/10/o-casamento-e-cidade.html' title='O Casamento e a Cidade'/><author><name>l</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11781710861316864963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/__unhbl2XukM/SOYdD2udAfI/AAAAAAAABRI/agZzOBgBvpk/s72-c/love-sex-and-the-city-pink.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-156124072423454869.post-5161564391176127773</id><published>2008-09-23T07:52:00.000-07:00</published><updated>2008-09-24T07:36:18.413-07:00</updated><title type='text'>essas pessoas e seus grupos</title><content type='html'>Nos último dias estive em duas festas e em ambas espantei-me com a especificidade dos temas. Essas pessoas que gostam de andar em grupo, que mergulham na sua turma e acabam criando uma linguagem, um repertório e até mesmo um gestual e estilo comum me parecem muito, muito chatas... São verdadeiras festas temáticas, formadas por essas pessoas, e seus grupos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ver:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Festa dos nerds.&lt;br /&gt;Sim, meus amigos. É claro que a festa dos nerds é sempre em  um apartamento, regada a pizza barata, cerveja e cachaça de nome esquisito, tipo  Clodoaldo, Clodomiro, algo assim. Deixem-me deixar bem bem claro que amo meus amigos todos, e que talvez eu mesma possa segundo os critérios nerdolengos ser encaixada nessa tal dessa categoria, sei lá, nunca fui boa em esportes e sempre amei ler, gosto de quadrinhos e senhor dos anéis. No entanto, no entanto...&lt;br /&gt;Quando a gente está entre pessoas que de três em três frases riem comentando como são de fato mesmo realmente nerds ( com uma ponta indisfarçável de orgulho) e logo lembram de mais um episódio obscuro de algum filme ou série, e de outro e de outro,  e horas se passam e ninguém, ninguém, contou nada sobre a vida, sobre coisas que aconteceram fora dos quadrinhos, do devedê ou dos livros, a gente fica realmente convicta de que, meu deus, ainda bem que os quadrinhos, os filmes, a tevê, existem, senão esse povo todo não teria do que falar. Quando começaram a falar sobre sandman pela quinta vez, fui embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Festa do povo de teatro&lt;br /&gt;A festa do povo de teatro acontece sempre num Espaço. Um lugar, cabaré, espaço, no teatro mesmo, sei lá. Na festa do povo de teatro, se a festa é dada por um diretor de teatro, tem muitas atrizes. Muitas atrizes. Atrizes demais. Você chega, entra, e já se sente num ambiente cênico. É bom porque todos te comprimentam com abraços calorosos, massagens, selinhos, gritos histéricos,  manifestações públicas de afeto mil. Depois de um tempo enche um pouco: sai prá lá que essas costas são minhas! E depois, a diversão com os figurinos de todo mundo também cansa, e eu me peguei torcendo para ver qual atriz perderia primeiro a pose e se jogaria de fato e de vez na festa. Mas isso não aconteceu. Isso nunca pode acontecer. Todos, todos, estão muito muito preocupados com seu papel, sua performance, seu personagem. A pista de dança é uma coisa louca, você se sente assim numa espécie de show de contorcionistas  de circo, todos dançando com as mãos, fazendo caras e bocas e cenas e logo chega o momento em que todos começam a se esfregar porque todos todos são pessoas muito sexuais, sabe?  E tudo é tão posudo, e há tantas divas em cada metro quadrado que tudo aquilo fica chato, muito chato... Quando a quinta atriz veio fazer performance em cima de mim, fui embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Festa dos intelectuais:&lt;br /&gt;A festa dos intelectuais não é festa, é jantar, oferecido por alguém em sua bela casa. Regado a vinho tinto, com direito a conversa sobre vinhos e preços, e descobertas de tal oferta e retrogosto de ameixas com cogumelos e etc. A comida também é boa. Se for a intelectualidade festiva de esquerda, talvez o tema seja brasileiro, com direito a carne seca com quibebe e tal e talvez role uma caipirinha legítima de cachaça de limão, porque essa falsidade de caipiroska de kiwi não é para intelectual que gosta de povo. Se for uma intelectualidade que já virou professora da usp, a comida será italiana ou francesa, e a bebida é vinho mesmo, embora - é claro - todos ainda continuem gostando de povo e coisas do povo.&lt;br /&gt; No jantar todos são muito bem comportados e bem vestidos, com toques de personalidade e charme, principalmente as mulheres mas ninguém vai comentar sobre unha ou cabelo, pois afinal todos têm consciência social e estamos noBrasil e em meio a tanta desigualdade social não se pode perder tempo e dinheiro com futilidade. Falarão sobre política, sobre bolsas( não as da Prada, aquelas de pesquisa) , sobre financiamentos, sobre as universidades, sobre ensino público e privado, sobre seus papers colóquios e conferências, sobre Marx e tal. Na quinta citação, fui embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Festa das bees:&lt;br /&gt;A festa das bees acontece numa buatchy. A música geralmente é boa e a gente tem que caprichar no modelão pois todos vão reparar em tudo: nas suas unhas, no seu sapato, na sua bolsa, tudo. Se o modelão estiver muito bacana talvez uma bee peça sua bolsa luxo emprestada e saia por aí desfilando pela festa com ela, luuuxooo. Lá, as pessoas não dançam, batem cabelo, sobem no salto  e se jogam. Todas ficam falando dos seus casos, dos bafos, e o drama é sempre intenso. Tudo é hiperlativo, na festeeenha das bichas, e as conversas são sempre pontuadas por manifestações efusivas de alegria: tuuu-dooo! A-do-ro!! A-rra-sou. Tem que falar assim, separando as sílabas. As pessoas são todas A-miii-gass, ou gaa-tasss, ou beee-chass. Sempre, sempre, em algum momento, haverá uma louvação à Madonna. As pessoas são até divertidas, mas no quinto papo sobre estilista, e ao ver o quinto casal de homens lindos se agarrando... fui embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez ande meio chata. Definitivamente ando de mau humor e cansada. Mas gostaria,  um dia,de ir a uma festa onde houvesse bichas e nerds e atrizes e intelectuais e jornalistas, e gente. E onde todos se misturassem e os papos não fossem tão previsíveis, e a bicha pudesse conversar com o aficcionado em quadrinhos, e a atriz com o professor, e todos dançassem e... enfim...&lt;br /&gt;As pessoas, cada vez mais, me parecem muito interessantes. Mas teimam e teimam em andar somente com pessoas que nem elas mesmas, e qualquer grupo específico, onde todos fazem as mesmas coisas, ouvem os mesmos discos e frequentam os mesmos lugares me parece muito, mas muito desinteressante...&lt;br /&gt;A diversidade é bela na mistura. Festas temáticas - que não sabem que são temáticas -  me enchem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/156124072423454869-5161564391176127773?l=continuavalendo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://continuavalendo.blogspot.com/feeds/5161564391176127773/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=156124072423454869&amp;postID=5161564391176127773' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/156124072423454869/posts/default/5161564391176127773'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/156124072423454869/posts/default/5161564391176127773'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://continuavalendo.blogspot.com/2008/09/essas-pessoas-e-seus-grupos.html' title='essas pessoas e seus grupos'/><author><name>l</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11781710861316864963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-156124072423454869.post-722167035628611485</id><published>2008-09-22T02:55:00.000-07:00</published><updated>2008-09-22T03:14:32.396-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Depois de inúmeras revoadas e turbulências, continuamos por aqui, exercendo esse milagre diário que é a existência viva da lulu. E no espanto diário de que ela aconteça  sem que grandes acidentes sejam causados, catástrofes provocadas, sem que a lulu se mate sem querer e assim por diante, os dias são meus novamente. Continuo vivendo com arte, e as colheitas voltaram a acontecer na casa de lulu.&lt;br /&gt;Continuo tendo que lutar para trabalhar ao menos um pouco, aquele mínimo necessário para que tudo ande mais ou menos no trilho, e assim vou sempre correndo contra o tempo, o que às vezes me chateia pois meus alunos me salvam a vida diariamente, mas não são, de maneira alguma, minha prioridade. Cuido de todos eles, mas menos que deveria.&lt;br /&gt;A lulu continua na vida leve como o vento, voltou a ser assim,  a exercer a prática da leveza, o que deve ser uma lembrança diária. Com ela, em algum lugar, sabe que leva uma promessa e um plano, um homem e um cachorro.&lt;br /&gt;No entanto contudo todavia  embora saiba que sim, também acha que talvez não, e por isso, com todo carinho, continua separada daquele que ama, e inclusive talvez por tempo infinito, sabe-se lá, espera-se que não. Mas é fundamental que a lulu esteja agora sem ele, e que ele se sinta sem a lulu, para que ele também possa trilhar seu caminho, sentir seu tempo, seu coração e possa deixar-se guiar por seus próprios passos, e acabe, com alguma sorte, coragem, sabedoria e muita paixão e tesão, sendo guiado até aqui. A lulu espera, e não espera.&lt;br /&gt;O bom é que assim as neuroses, a chatice, e aquelas minhocas gigantes que haviam voltado a frequentar essa cabecinha de vento foram todas embora, pois esse negócio de viver pela metade, de estar num ambiente muito turbulento, cheio de negociações e adivinhas, não é para a lulu. A lulu quer uma vida zen, aventurosa e tranquila, e por isso curva-se ao vento e imita seu caminho,  além de esfolar-se diariamente  na academia, pois quer um corpo que também seja ele uma obra de arte.&lt;br /&gt;  a lulu está bem. e manda notícias do front.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/156124072423454869-722167035628611485?l=continuavalendo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://continuavalendo.blogspot.com/feeds/722167035628611485/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=156124072423454869&amp;postID=722167035628611485' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/156124072423454869/posts/default/722167035628611485'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/156124072423454869/posts/default/722167035628611485'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://continuavalendo.blogspot.com/2008/09/depois-de-inmeras-revoadas-e.html' title=''/><author><name>l</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11781710861316864963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-156124072423454869.post-6242548846340611780</id><published>2008-09-09T07:52:00.000-07:00</published><updated>2008-09-09T08:13:32.364-07:00</updated><title type='text'>o uso da palavra amor</title><content type='html'>Quando a gente ama, sabe que ama. Uma palavra para lá de desgastada mas que se traduz em vontade, vontade de estar perto, de saber os passos, de ser testemunha da vida e dos detalhes da vida do outro, e ter o outro como testemunha da nossa existência. A gente ama e entende e sabe e compreende o outro, profundamente, e se emociona com detalhes nos quais ninguém mais repara, e sabe de coisas que ninguém mais sabe, e ri, e sente falta. A gente ama quando mesmo distante o outro nos acompanha profundamente, sempre, para onde quer que vamos, levamos o outro comigo e somos e nos fazemos melhores porque amamos, e sabemos que o outro vai ver, saber, e gostar. É muito bom amar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu encontrei um amor, um novo amor, um grande amor, um amor no tempo, um amor profundo e cúmplice. E eu talvez desista desse amor, e deixe ele de lado até que vá sumindo, diminuindo, ficando como lembrança de uma intensidade embaçada, uma saudade enorme, do que fomos e do que seríamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque o meu amor se divide em duas,  igualmente. E isso é muito sofrido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E embora amar seja o que há de mais importante na vida, o que há de mais lindo e belo na existência, embora amar seja tudo e embora amando eu seja uma pessoa maior e melhor, eu não quero estar numa relação que o tempo inteiro é acompanhada de sofrimento, meu, da outra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu quero uma relação livre, aberta, linda, onde eu me sinta livre e meu parceiro seja livre também e possa dizer: vem, venha, sempre que você quiser ou precisar, eu estou aqui, minha casa está aberta, eu estou aberto, e você é prioridade na minha existência.E eu possa dizer: vou, vamos, sejamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  É isso que eu quero, isso que eu procuro, na nossa inteireza sermos, para nós e por nós, sem deixar que nada se coloque entre nós, construindo nossa obra de arte que é a vida, a arte e o amor. Quero férias junto, quero viagens, quero namoro, quero cumplicidade, quero acompanhar, quero cumplicidade, quero cuidar e ser cuidada, quero poder não contar os tempos, nem os dias, nem as horas, não quero me sentir competindo o tempo inteiro, quero inteireza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, mesmo amando e sendo amada, me sinto só, e estou só, e lá vamos nós outra vez. de novo e sempre, `a procura de uma vida simples e leve,  que possa ser compartilhada numa boa, com felicidade e alegria. Porque uma coisa que aprendi é que a gente escolhe como será e como é a nossa vida. E eu quero um amor que me faça sentir bem,  leve e segura.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/156124072423454869-6242548846340611780?l=continuavalendo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://continuavalendo.blogspot.com/feeds/6242548846340611780/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=156124072423454869&amp;postID=6242548846340611780' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/156124072423454869/posts/default/6242548846340611780'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/156124072423454869/posts/default/6242548846340611780'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://continuavalendo.blogspot.com/2008/09/o-uso-da-palavra-amor.html' title='o uso da palavra amor'/><author><name>l</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11781710861316864963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-156124072423454869.post-6539511073869358188</id><published>2008-09-02T05:12:00.000-07:00</published><updated>2008-09-02T05:17:44.317-07:00</updated><title type='text'>a situação</title><content type='html'>Zero dinheiros na conta. Zero, mesmo.&lt;br /&gt;Na geladeira: requeijão. Só.&lt;br /&gt;Quatro provas e cinco aulas para preparar.&lt;br /&gt;O rosto descascando.&lt;br /&gt;Não tem gás em casa.&lt;br /&gt;E amanhã vou para o Paraguai.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/156124072423454869-6539511073869358188?l=continuavalendo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://continuavalendo.blogspot.com/feeds/6539511073869358188/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=156124072423454869&amp;postID=6539511073869358188' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/156124072423454869/posts/default/6539511073869358188'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/156124072423454869/posts/default/6539511073869358188'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://continuavalendo.blogspot.com/2008/09/situao.html' title='a situação'/><author><name>l</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11781710861316864963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-156124072423454869.post-152349036438606695</id><published>2008-08-31T16:59:00.000-07:00</published><updated>2008-08-31T17:11:54.673-07:00</updated><title type='text'>às vezes acontece</title><content type='html'>às vezes vem, vem e é assim com se mergulhasse numa onda contra a qual não tenho forças. E às vezes, fico como que resignada, e abaixo a cabeça e digo : que venha, então.&lt;br /&gt;Fico assim: de meia e camisola, percorrendo a casa quase como um fantasma que entrou sem querer em casa estranha.&lt;br /&gt;Ou&lt;br /&gt;me jogo na cama, fecho as persianas, entro no edredon e lá vivo, pelo tempo que for. Leio e penso em tudo o que deveria fazer, e não faço, por birra e teimosia.&lt;br /&gt;Ela vem assim como um ser perdido que se encontra em mim e toma conta da minha pele inteira e me turva os olhos que ficam vermelhos de cansaço. e aparece numa voz fraca, num sorriso frouxo, numa falta de vontade para tudo.&lt;br /&gt;às vezes ela vem, uma melancolia profunda. e parece que nessas horas não há jeito de achar o que era mesmo que me fazia feliz, outrora tão perto. Enumero em silêncio todos os predicados positivos da minha vida, tudo o que é bom e existe, repito para mim mesma que está tudo certo, mas a onda é maior e mais forte que eu. Sou assim. às vezes ela vem, e contra ela parece não haver abrigo nem forças.&lt;br /&gt;Como se eu precisasse, às vezes, de um distanciamento da vida, dos sentimentos, das coisas. Fica um certo vazio, uma apatia, uma indiferença quase, e uma vontadezinha de chorar mas não rola. Como se eu fosse assim um grande vazio a ser preenchido por algo que eu não sei o que é e está fora de mim, e mesmo fora do meu alcance.&lt;br /&gt;Um cachorro ajudava. Nessas horas, ( agora eu já sei o que os cachorros fazem), nessas horas um cachorro nos ensina a simplesmente ser. E ser contente porque sim.&lt;br /&gt;Mas num tem cachorro aqui. E eu me sinto muito, muito sozinha.&lt;br /&gt;O drama é sempre patético, eu sei.&lt;br /&gt;Mas às vezes ela vem. Acontece dela vir.  e eu fico assim, dramática e boba.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/156124072423454869-152349036438606695?l=continuavalendo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://continuavalendo.blogspot.com/feeds/152349036438606695/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=156124072423454869&amp;postID=152349036438606695' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/156124072423454869/posts/default/152349036438606695'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/156124072423454869/posts/default/152349036438606695'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://continuavalendo.blogspot.com/2008/08/s-vezes-acontece.html' title='às vezes acontece'/><author><name>l</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11781710861316864963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-156124072423454869.post-4261268465420135073</id><published>2008-08-31T13:01:00.000-07:00</published><updated>2008-08-31T17:16:06.134-07:00</updated><title type='text'>projetos?</title><content type='html'>Andam me falando que eu preciso de um projeto.&lt;br /&gt;Minha vida tá assim: dou aulas numa escola que amo, faço ginástica e regime. Leio, escrevo (pouco), tento estar junto dos meus amigos todos, namoro por internet e telefone. Afora o namoro, que é enrolado e que gostaria que fosse mais próximo, está tudo bem, gosto da minha casa, dos meus dias, do meu trabalho, gosto de quem sou. De fato, não tenho nenhum grande projeto me esperando, nem a longo nem a curto prazo, a não ser emagrecer e ficar ainda mais bela, mais livre e inteira. Um projeto de mim para comigo mesma, pessoal e artesanal.&lt;br /&gt;Meu projeto é viver cada dia com atenção e leveza, estar inteira nas coisas que eu faço, fazê-las bem, e ir construindo uma vida boa, feita de dias bons, de horas boas, de  bons instantes. Meu projeto não vai além de cada dia. Meu projeto é viver feliz.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/156124072423454869-4261268465420135073?l=continuavalendo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://continuavalendo.blogspot.com/feeds/4261268465420135073/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=156124072423454869&amp;postID=4261268465420135073' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/156124072423454869/posts/default/4261268465420135073'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/156124072423454869/posts/default/4261268465420135073'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://continuavalendo.blogspot.com/2008/08/projetos.html' title='projetos?'/><author><name>l</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11781710861316864963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-156124072423454869.post-4686740531862327709</id><published>2008-08-27T04:56:00.000-07:00</published><updated>2008-08-27T04:57:16.379-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Faz um dia bonito em SP.&lt;br /&gt;Eu estou bonita também.&lt;br /&gt;A saudade dói, e eu nem sei o que será de nós.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/156124072423454869-4686740531862327709?l=continuavalendo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://continuavalendo.blogspot.com/feeds/4686740531862327709/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=156124072423454869&amp;postID=4686740531862327709' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/156124072423454869/posts/default/4686740531862327709'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/156124072423454869/posts/default/4686740531862327709'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://continuavalendo.blogspot.com/2008/08/faz-um-dia-bonito-em-sp.html' title=''/><author><name>l</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11781710861316864963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-156124072423454869.post-4348321201692681988</id><published>2008-08-26T06:45:00.000-07:00</published><updated>2008-08-26T06:54:48.880-07:00</updated><title type='text'>vivendo sozinha</title><content type='html'>Então o meu cúmplice foi lá para a terra onde ele trabalha e mora boa parte do ano, e eu aqui fiquei com as minhas coisas e minha vida.&lt;br /&gt;Uma coisa que sempre conversamos é da importância de termos nossas vidas, cada um, e ele diz que é importante podermos nos sentir plenos e inteiros mesmo na ausência do outro.  Isso é importante mesmo, porque é o que garante a verdade do encontro, isto é, estamos juntos porque queremos, e não por medo de nos abandonarmos, de ficarmos sós ou o que seja.&lt;br /&gt;Porque eu aprendi, desde a separação, que a gente é, fundamentalmente, só. Quer dizer, nascemos e morremos sozinhos, e as nossas coisas, as nossas vidas, as nossas dores e alegrias, são nossas, nossa responsabilidade . è preciso estar muito inteiro e autônomo para construir um grande amor e uma grande história.&lt;br /&gt;Vejo minha vida como uma obra de arte, e minha pessoa como uma obra também, a ser sempre esculpida, trabalhada. Sempre em progresso e transformação, sempre mais, sempre melhor.  Mais ousada, mais bela, mais louca, mais livre. Tenho um cúmplice profundo, e esse é o projeto dele também, mas agora, meus dias são só meus.&lt;br /&gt;Não há com quem dividir a comida, as contas, o dia.&lt;br /&gt;Sou eu.&lt;br /&gt;E eu me acostumei a tê-lo por perto, bem perto. E agora é se acostumar de novo, comigo comigo mesma.&lt;br /&gt;E eu sou boa companhia, e tenho meus livros, meu corpo, minha escrita e minhas coisas.&lt;br /&gt;Mas namorei muito nos últimos meses, e vi que era bom.&lt;br /&gt;Agora é ver que é bom também esse processo de viver só. E curtir a distância e ver o que ela nos traz.&lt;br /&gt;saudade.&lt;br /&gt;vontade de estar perto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/156124072423454869-4348321201692681988?l=continuavalendo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://continuavalendo.blogspot.com/feeds/4348321201692681988/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=156124072423454869&amp;postID=4348321201692681988' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/156124072423454869/posts/default/4348321201692681988'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/156124072423454869/posts/default/4348321201692681988'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://continuavalendo.blogspot.com/2008/08/vivendo-sozinha.html' title='vivendo sozinha'/><author><name>l</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11781710861316864963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-156124072423454869.post-1981541819268209592</id><published>2008-08-21T06:55:00.000-07:00</published><updated>2008-08-22T16:00:59.701-07:00</updated><title type='text'>a organização dos dias</title><content type='html'>Cada um tem seu modo e mania, e cada um vive do jeito que escolhe e pode.&lt;br /&gt;Há aqueles totalmente regidos pela ordem do trabalho ou da empresa, e esses pouco têm a dizer sobre a ordem de seus dias. Seus horários de lazer, amor, cuidados, cozinhanças, bebedeiras, amizades, insônias e sexo são regidos pela ordem do cartão de ponto . Poucos conseguem construir seus próprios dias, roubar da ordem da vida tão tomada pelo trabalho um pouco de desordem, e subjetividade. Poucos conseguem se organizar decidindo que gostam de trabalhar até as quatro da manhã e dormir todos os dias até as três da tarde. Isso faz parte de uma vida livre, e é claro que esse negócio de ter que viver e se sustentar e trabalhar aprisiona a todos nós. Já pedi mil vezes que alguém me desse uma renda fixa até o fim da vida, e eu nem precisasse mais trabalhar nunca mais, mas nunca ninguém me ouviu&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer maneira faço um esforço para, dentro do imperativo do horário de trabalho, organizar a vida de modo um pouco mais autônomo e livre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso é se conhecer.&lt;br /&gt;Então minhas manhãs são livres, para que eu faça delas o que bem entender. Todas as tardes, trabalho, e à noite, faço ginástica . É assim meu dia. e que assim seja.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/156124072423454869-1981541819268209592?l=continuavalendo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://continuavalendo.blogspot.com/feeds/1981541819268209592/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=156124072423454869&amp;postID=1981541819268209592' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/156124072423454869/posts/default/1981541819268209592'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/156124072423454869/posts/default/1981541819268209592'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://continuavalendo.blogspot.com/2008/08/organizao-dos-dias.html' title='a organização dos dias'/><author><name>l</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11781710861316864963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-156124072423454869.post-656344084773663034</id><published>2008-08-21T05:10:00.000-07:00</published><updated>2008-08-21T05:25:09.319-07:00</updated><title type='text'>onde estamos</title><content type='html'>Acontece às vezes de estarmos no outro. O outro nos encontra e mostra,  olha:  você.   Quando o outro é uma pessoa apaixonada por nós, não há alegria maior. Dá força e até sentido para a vida. Ia escrever que o ideal é não depender de ninguém, e estarmos sempre em nós mesmos, e pronto. Mas não. Estamos sempre nos outros.&lt;br /&gt;Eu estou nos meus alunos, que crescem comigo, e escutam ( ou não ) as coisas que eu digo e fazem ( ou não) as coisas que eu peço que eles façam. Estou na minha família, e no jeito como eles me olham e cuidam de mim. Estou nos meus amigos, no meu ex, na minha história. Estou nos homens que me olham com desejo, e nos homens que me olham sem desejo algum. Estou no homem que gosto.&lt;br /&gt;O problema é quando aquele outro que nos faz ter sentido, forma e aparência não pode, não quer, estar junto de nós. Não do jeito que queríamos.&lt;br /&gt;E aí?&lt;br /&gt;o que a gente faz ?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/156124072423454869-656344084773663034?l=continuavalendo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://continuavalendo.blogspot.com/feeds/656344084773663034/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=156124072423454869&amp;postID=656344084773663034' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/156124072423454869/posts/default/656344084773663034'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/156124072423454869/posts/default/656344084773663034'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://continuavalendo.blogspot.com/2008/08/onde-estamos.html' title='onde estamos'/><author><name>l</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11781710861316864963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-156124072423454869.post-6120945458627546038</id><published>2008-08-19T11:04:00.000-07:00</published><updated>2008-08-31T17:15:01.978-07:00</updated><title type='text'>cuidar de si</title><content type='html'>então fica sendo importante se vestir, arrumar as mãos e os pés, depilar os pêlos retirando-os todos um a um, colocar a sandália e tudo o mais, porque assim parece que a gente se estrutura e se reencontra, de alguma forma. Porque quando tudo parece que fica meio estranho por dentro, é bom ao menos  se olhar no espelho e  encontrar alguma forma plausível.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/156124072423454869-6120945458627546038?l=continuavalendo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://continuavalendo.blogspot.com/feeds/6120945458627546038/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=156124072423454869&amp;postID=6120945458627546038' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/156124072423454869/posts/default/6120945458627546038'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/156124072423454869/posts/default/6120945458627546038'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://continuavalendo.blogspot.com/2008/08/cuidar-de-si.html' title='cuidar de si'/><author><name>l</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11781710861316864963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-156124072423454869.post-2432690672642394031</id><published>2008-08-18T17:15:00.000-07:00</published><updated>2008-08-18T17:22:10.935-07:00</updated><title type='text'>comidas e comidas</title><content type='html'>às vezes como como quem cumpre uma tarefa. Por obrigação, porque mandaram-me que coma de três em três horas e pico o tomate porque mandaram-me também que coma alguns nutrientes e me explicaram que eles devem ser coloridos, que o prato não deve ter uma cor só. Junto tomates, ervilhas, miojo sem molho e lá vou eu, cumprir minha função de gente e ser vivo . Quando a comida deixa de ser diversão, sei que estou triste. O mesmo acontece com a vida. É chato viver por obrigação.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/156124072423454869-2432690672642394031?l=continuavalendo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://continuavalendo.blogspot.com/feeds/2432690672642394031/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=156124072423454869&amp;postID=2432690672642394031' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/156124072423454869/posts/default/2432690672642394031'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/156124072423454869/posts/default/2432690672642394031'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://continuavalendo.blogspot.com/2008/08/comidas-e-comidas.html' title='comidas e comidas'/><author><name>l</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11781710861316864963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-156124072423454869.post-5624321255099477660</id><published>2008-08-18T16:05:00.000-07:00</published><updated>2008-08-18T16:08:08.085-07:00</updated><title type='text'>do nome das coisas</title><content type='html'>As coisas nascem e logo têm um nome. Diria mais, diria mesmo que sem nome parece que as coisas nem são direito, uma mania essa, dar nome para as coisas porque parece que é com nome que as coisas são.&lt;br /&gt;O maior parto do blog foi o nome. E que nome besta. Mas enfim, tá valendo, e continua valendo, até não valer mais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/156124072423454869-5624321255099477660?l=continuavalendo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://continuavalendo.blogspot.com/feeds/5624321255099477660/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=156124072423454869&amp;postID=5624321255099477660' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/156124072423454869/posts/default/5624321255099477660'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/156124072423454869/posts/default/5624321255099477660'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://continuavalendo.blogspot.com/2008/08/do-nome-das-coisas.html' title='do nome das coisas'/><author><name>l</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11781710861316864963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
